Encerrado o prazo da janela partidária, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) passa a ter um novo mapa político. Ao todo, 16 dos 41 deputados estaduais da 20ª Legislatura trocaram de partido, as siglas que mais ampliaram suas bancadas foram MDB, PSB e PRD, cada uma com a adesão de três parlamentares. Por outro lado, o União Brasil registrou a maior perda, com quatro saídas.
Com as mudanças, o MDB assumiu a liderança como a maior bancada da Casa, somando sete parlamentares, um a mais do que antes, mas suficiente para colocá-lo no topo. Na sequência, aparece o União Brasil, que mesmo tendo a maior perda conta ainda com seis deputados.
Entre os partidos que mais cresceram, o PRD ganhou protagonismo ao conquistar três novos deputados e chegar a quatro cadeiras, passando a figurar entre as maiores bancadas. O PSDB também obteve avanço relevante, dobrando sua representação de dois para quatro parlamentares. Já o PSB ampliou sua presença, passando de um para três deputados.
Outras legendas mantiveram a sua estabilidade, como o Solidariedade, PT, Agir e Podemos, enquanto partidos como o PSD e o Republicanos registraram ajustes pontuais em suas bancadas. No entanto, nem todos saíram fortalecidos, Avante e Progressistas perderam seus representantes e deixaram de ter assento na Alego.
Com isso, o número de partidos com representação no parlamento estadual caiu de 16, no início da legislatura em fevereiro de 2023, para 13 atualmente, de um total de 30 siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Troca Troca
Entre as principais mudanças, estão Cairo Salim, que saiu do PSD e migrou para o MDB; Gugu Nader, que trocou o Avante pelo PSDB; Rubens Marques, que saiu do União Brasil e foi para o PSB; Amauri Ribeiro, que deixou o União Brasil e se filiou ao PL, movimento que gerou críticas da base governista do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Já o parlamentar Clécio Alves trocou o Republicanos pelo PSDB de Marconi Perillo; Lucas Calil, que saiu do MDB e foi para o PRD; Dr. George Morais, que saiu do PDT e foi para o MDB; Lucas do Vale, que deixou o MDB e migrou para o PSD; além da anapolina, Vivan Naves, que trocou o Progressistas pelo Republicanos.
Outros também protagonizaram movimentações que evidenciam o dinamismo e até certa instabilidade na reorganização das chapas. É o caso de Charles Bento, que chegou a migrar para o União Brasil, mas retornou ao MDB no mesmo dia, alegando alinhamento político. Já Cristiano Galindo desistiu da mudança após negociar filiação em outra sigla. Não diferente, o presidente da Alego, Bruno Peixoto, que apresenta intenções de concorrer como deputado federal, também retornou ao União Brasil após assumir a federação do PRD por 5 dias.















