A morte da cirurgiã-dentista Fabrine dos Santos Oliveira, de 34 anos, ocorreu no último sábado (25), em Anápolis, após um episódio de mal súbito dentro de casa. Segundo informações repassadas pela família, ela passou mal no banheiro, foi socorrida inicialmente pela mãe e levada ao Centro Médico Jaiara, onde a morte foi confirmada.
Fabrine estava grávida de gêmeos e se aproximava do quinto mês de gestação. De acordo com relatos familiares, a gravidez era considerada de risco e ela apresentava condições de saúde pré-existentes, incluindo arritmia cardíaca. A suspeita inicial é de que ela tenha sofrido uma embolia pulmonar, quadro caracterizado pela obstrução de artérias nos pulmões, geralmente causada por coágulos sanguíneos.
A confirmação oficial da causa da morte ainda depende de exames solicitados pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Esse procedimento é padrão em casos sem diagnóstico conclusivo imediato e serve para determinar com precisão os fatores que levaram ao óbito.
Do ponto de vista clínico, a gestação — especialmente de gêmeos — pode aumentar riscos cardiovasculares. Alterações naturais do período incluem maior volume de sangue circulante, sobrecarga do coração e maior tendência à formação de coágulos. Quando associadas a condições como arritmia, essas mudanças elevam o risco de eventos graves.
Fabrine havia se formado recentemente em odontologia e ainda não tinha iniciado a atuação profissional. Nas redes sociais, mantinha registros frequentes da gravidez e da rotina familiar. O sepultamento está previsto para esta segunda-feira (27), no distrito de Interlândia, também em Anápolis.















