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Saiba qual foi a condenação de mãe e filho que mataram adolescente em frente a colégio de Anápolis

Réus receberam penas que somam quase 70 anos de prisão por homicídio, tentativas de assassinato e corrupção de menor após crime ocorrido em 2024


Por Carlos Nathan Sampaio em 30/04/2026 - 08:24

Julgamento de mãe e filho por morte de adolescente é retomado em Anápolis
(Foto: Reprodução)

A Justiça condenou Maria Renata Mercês Rodrigues e seu filho, Kaio Rodrigues Matos, pelo assassinato do adolescente Nicollas Lima Serafim, morto aos 14 anos em frente ao Colégio Municipal Leiny Lopes, em Anápolis. As penas foram fixadas em 40 anos de prisão para a mãe e 29 anos e 7 meses para o filho. A decisão foi tomada em Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (29), mais de dois anos após o crime, ocorrido em 20 de fevereiro de 2024.

Além do homicídio do adolescente, os réus também foram condenados por duas tentativas de homicídio contra outros jovens envolvidos na confusão e pelo crime de corrupção de menor, já que outro filho de Maria Renata também participou da ação.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Goiás sustentou que mãe e filho saíram do carro já armados com um martelo e uma faca, o que, segundo a acusação, demonstra que assumiram o risco de provocar a morte das vítimas. A promotoria também destacou a gravidade das consequências para um dos adolescentes feridos, que sofreu golpes na cabeça e no corpo, resultando na perda do baço, do rim esquerdo e de parte do fígado.

A defesa apresentou argumentos contrários, questionando a interpretação dos fatos e alegando que a reação dos acusados ocorreu em meio a um contexto de tensão. Advogados também afirmaram que os objetos utilizados teriam sido levados por receio, após uma das vítimas ter exibido, anteriormente, uma imagem com arma de fogo.

Ao anunciar a sentença, o juiz Fernando Chacha ressaltou que o crime poderia ter sido evitado. Segundo ele, a situação já estava controlada antes da decisão dos envolvidos de sair do carro e iniciar a agressão. O magistrado afirmou que a tragédia foi resultado de uma sequência de decisões impulsivas, que culminaram em consequências irreversíveis.

O caso gerou forte comoção na cidade e segue como um exemplo das consequências da violência motivada por conflitos que poderiam ter sido resolvidos sem agressão.

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