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Novo laudo aponta rotulagem irregular em produtos ligados a Virginia Fonseca, mas sem risco à saúde; galpão em Anápolis segue interditado

Vigilância Sanitária identificou inconsistências em rótulos armazenados no centro de distribuição da WePink, enquanto depósito permanece fechado desde abril por operar sem alvarás, apresentar sujeira e focos de mofo


Por Carlos Nathan Sampaio em 02/06/2026 - 09:35

Depósito ligado à marca de Virginia Fonseca é interditado por irregularidades em Anápolis wepink
(Foto: Reprodução)

Um novo laudo emitido pela Vigilância Sanitária de Anápolis revelou que produtos armazenados no centro de distribuição ligado à marca WePink, associada à influenciadora Virginia Fonseca, apresentavam irregularidades na rotulagem. Apesar das inconsistências identificadas, o órgão destacou que não foram constatados riscos à saúde dos consumidores. O depósito, no entanto, permanece interditado desde abril devido a uma série de problemas estruturais e documentais encontrados durante fiscalização realizada no local.

A interdição ocorreu após uma operação conjunta conduzida por fiscais da Vigilância Sanitária e da Postura Municipal, com apoio da Polícia Militar por meio do programa Linha de Frente. O imóvel, localizado na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João, funcionava como centro regional de armazenamento e distribuição de cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares.

Segundo os órgãos fiscalizadores, o estabelecimento operava sem cumprir exigências básicas previstas na legislação. Entre as irregularidades apontadas estão a ausência de alvará de funcionamento, alvará sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros (CERCOM) e da Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento obrigatório emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para empresas que atuam no armazenamento e distribuição desses produtos.

Além das pendências documentais, a fiscalização identificou problemas considerados graves nas condições do imóvel. O galpão apresentava acúmulo de sujeira, presença de mofo e sinais de insalubridade, fatores que motivaram a interdição imediata do espaço. Outro ponto destacado foi a ausência de um responsável técnico ou representante legal durante a inspeção.

Com aproximadamente 3,3 mil metros quadrados, o galpão era utilizado para receber e redistribuir mercadorias para diferentes regiões do país, desempenhando papel estratégico na logística da operação. No entanto, as autoridades entenderam que o funcionamento ocorria de forma irregular, sem as autorizações necessárias para a atividade.

Agora, com a divulgação do novo laudo, a Vigilância Sanitária esclarece que as inconsistências encontradas nos rótulos dos produtos não representam ameaça à saúde pública. Ainda assim, o estabelecimento permanece lacrado e sujeito a um processo administrativo. Os responsáveis terão prazo para apresentar defesa e promover as adequações exigidas pelos órgãos competentes.

A definição sobre o destino dos produtos armazenados dependerá do andamento do processo e da eventual regularização da operação por uma empresa habilitada e autorizada pelos órgãos reguladores. Enquanto isso, o centro de distribuição segue impedido de funcionar até que todas as exigências legais e sanitárias sejam cumpridas.

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