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Alterações climáticas agravam casos de pneumonia

Especialistas alertam para a importância da vacinação infantil e da prevenção da doença respiratória


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 07/11/2025 - 15:21

Foto: freepik.

De acordo com o estudo Global Burden of Diseases (GDB), em 2023 cerca de 2,5 milhões de pessoas morreram por pneumonia no mundo, sendo 610 mil crianças menores de cinco anos. A doença é a maior causa de morte por infecção entre crianças pequenas, com mais de 700 mil vítimas por ano. No Brasil, em 2024, foram registradas cerca de 118 mil mortes, afetando principalmente idosos e crianças. O número de casos aumentou 30%, com mais de 659 mil internações, especialmente na região Sudeste. Durante o outono e o inverno de 2025, o Governo de São Paulo registrou 68 mil hospitalizações por pneumonia em menores de cinco anos. No Sabará Hospital Infantil, entre janeiro e outubro de 2025, 600 crianças foram diagnosticadas e mais de 170 precisaram de internação.

O Dia Mundial da Pneumonia, celebrado em 12 de novembro, reforça a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoces. A doença é uma infecção pulmonar grave, e os familiares devem ficar atentos aos sinais de alerta, como febre persistente, respiração acelerada e ofegante, prostração, dificuldade para se alimentar e tosse.

 

Vacinação essencial

Os principais agentes causadores da pneumonia são os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VRS) e o influenza. A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos seis meses de idade, e gestantes também podem ser vacinadas para proteger o bebê. A partir de novembro de 2025, o SUS incluirá a vacina contra o VRS para gestantes, com eficácia de 80% na prevenção de casos graves em bebês até três meses.

Entre as causas bacterianas, o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o mais frequente. O Projeto SIREVA, em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, monitora os tipos de pneumococo em circulação e auxilia na escolha das vacinas mais adequadas. A resistência do pneumococo aos antibióticos vem aumentando, o que dificulta o tratamento e eleva a necessidade de hospitalizações.

Segundo Maria Helena Bussamra, responsável pelo Departamento de Pneumologia do Sabará Hospital Infantil, “quase todas as mortes por pneumonia são evitáveis. As vacinas não conseguem acabar com a pneumonia infantil, mas podem evitar as formas graves que levam à internação”.

 

Clima e poluição

As mudanças climáticas e a poluição ambiental estão entre os fatores que contribuem para o aumento dos casos e complicações da doença. Durante o outono e o inverno, ambientes fechados facilitam a transmissão de vírus e bactérias. Estima-se que 2 bilhões de crianças vivam em locais onde a poluição do ar ultrapassa os limites recomendados. Em 2024, São Paulo chegou a ocupar o primeiro lugar entre as cidades mais poluídas do mundo por algumas semanas. O tabagismo passivo também afeta diretamente a saúde respiratória infantil.

A pneumologista pediátrica Miriam Eller, do Sabará Hospital Infantil, destaca que, além da vacinação, “o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, a alimentação saudável, a prática de atividades ao ar livre e a redução da poluição doméstica fortalecem a imunidade e ajudam na prevenção da pneumonia”.

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Redação Tribuna do Planalto

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