Com um jogador expulso ainda nos minutos iniciais do primeiro tempo, o Anápolis não se deixou abater, anulou as principais jogadas do Vila Nova e no final do jogo fez dois belos gols, levando para a segunda partida em Goiânia a expressiva vantagem de dois gols. Pode perder por um gol de diferença que ainda conquista o título de campeão estadual, troféu que não ganha há 60 anos. O jogo começou com atraso de uma hora e meia em função das fortes chuvas em Anápolis, mas a drenagem do gramado funcionou bem e as 18h30 a partida foi iniciada.
A performance do Anápolis foi espetacular, mas o Vila Nova não foi nem de longe aquele time que venceu o Goiás. Esse comportamento do Vila Nova merece ser analisado. É incrível como Vila Nova e Atlético vivem por uma vitória sobre o Goiás. Quando conquistam esse objetivo, se dão por satisfeitos para o resto da temporada. Com essa mentalidade tacanha, o Vila Nova, principalmente, vai ficando para trás. Se perder o título novamente, completará a vergonhosa marca de vinte anos sem conquistar o campeonato regional. Mas esse é um assunto para outro comentário. Hoje o objeto de nossa análise é o jogo de ontem no Jonas Duarte.
Dia desses comentei aqui que o “já ganhou” seria um adversário perigoso para o Vila Nova. E nessa primeira partida, foi exatamente o que aconteceu. Com um jogador expulso aos 12 minutos do primeiro tempo, o Vila, que deveria partir para o ataque em busca da vitória, se acomodou em campo. Teve maior posse de bola, mas sem ameaçar a defesa anapolina. O técnico Ângelo Luiz do Anápolis, o melhor do campeonato, mostrou sua competência ao comandar seu time com um jogador a menos e no momento certo atacar o adversário e definir a vitória. O campeonato continua aberto, mas o tricolor reverteu a vantagem que era do Vila. Se jogar com a mesma determinação e a mesma obediência tática, leva a taça para Anápolis.

Mancini está de volta?
A informação é do repórter Caio Mounif, da Rádio Bandeirantes Goiânia, que cravou ontem a volta do técnico Wagner Mancini para o Goiás. Se for verdade, e eu acredito que seja, o Goiás tomou a atitude que deveria tomar, mas não deveria tratar dessa maneira o profissional Jair Ventura. Até onde sabemos, Ventura ainda é o técnico do Goiás. O correto não seria dispensá-lo primeiro para depois contratar seu substituto? Penso que sim. Mas no Goiás não pensam assim. Quando Paulo Rogério, que não tem cargo na diretoria do alviverde, contratou Jair Ventura, Mancini era o técnico. E ia muito bem com uma sequência de vitórias que quase levou o Goiás à série A.
Mancini ficou sabendo da trama e pediu para sair. Agora fazem o mesmo com Jair Ventura. Só que Ventura não é bobo, já percebeu a manobra e tratou de mudar sua identificação nas redes sociais, onde não aparece mais com a camisa do Goiás e tão pouco fala que é o treinador do time esmeraldino. Está de malas prontas. A pergunta que fica é simples: não dá para agir de forma transparente, com honestidade? No mercado da bola, o Goiás fica marcado por ser um time que não se pode confiar. Daqui a pouco nenhum profissional vai querer trabalhar em um clube com esse tipo de comportamento.