Começou há pouco, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o julgamento de Adriana Villela, arquiteta suspeita de triplo homicídio, tendo como vítimas os próprios pais – o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, e a advogada Maria Carvalho Villela – e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. As vítimas foram mortas a facadas.
Durante o período do julgamento, os jurados não podem entrar em contato com outras pessoas. Além disso, também não podem voltar para casa ou entrar em contato com a família. Eles permanecerão nas dependências do TJDFT até Adriana ser sentenciada.
Os homens e as mulheres são separados em dois quartos comunitários. Um oficial de Justiça fica monitorando os jurados, para que eles não comentem sobre o caso. As sessões devem durar cerca de 12 horas e estão previstas para acabar na sexta-feira (27/9).
Serão ouvidas cerca de 44 testesmunhas, 17 de acusação e 27 de defesa. O número pode sofrer alterações ao longo do processo.
Conhecido como Crime da 113 Sul e como Caso Villela, o episódio ocorreu em 28 de agosto de 2009. O caso ganhou maior repercussão após o afastamento da delegada responsável pelas primeiras investigações, Martha Geny Vargas Borraz, devido a suspeitas de que teria plantado provas durante o inquérito para responsabilizar inocentes – no caso, Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal morava; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo; e Francisco Mairlon Barros Aguiar.
Em agosto de 2016, a delegada foi condenada a mais de 16 anos por falsidade ideológica, fraude processual, violação de sigilo funcional e tortura. O agente da Polícia Civil José Augusto Alves, que também participou das investigações do caso, foi condenado pela prática do crime de tortura, e teve a pena fixada em três anos, um mês e dez dias de reclusão.
De acordo com o TJDFT, já foram sorteados os sete jurados que comporão o conselho de sentença. A expectativa é de que o julgamento dure cinco dias.
As etapas do julgamento
– Leitura das peças do processo;
– Depoimento das testemunhas. Primeiro da acusação e depois da defesa;
– Interrogatório da ré;
– Debate entre promotoria e defesa;
– Votação pelos jurados;
– Leitura da sentença.














