O advogado Bruno Pena acusou nesta segunda-feira (24), a delegada da Polícia Federal, Mylena Lecy Martins da Costa, de perseguição e condução irregular em investigação que culminou em sua prisão na Operação Fundo do Poço, em 12 de junho.
Em coletiva de imprensa, Pena afirmou ter representado contra a delegada em dezembro de 2022, após uma reportagem da CNN Brasil sobre uma investigação sigilosa envolvendo o extinto PROS. Seus pedidos de acesso à investigação foram negados.
Pena alega que a delegada não lhe deu oportunidade de esclarecimento e que, mesmo após sua oitiva na PF, recusou-se a pedir o fim de sua prisão, alegando falta de tempo hábil.
O advogado questiona diversos pontos da investigação, incluindo alegações de superfaturamento de contratos. Ele afirma que os serviços foram prestados com sucesso, mediante contrato firmado, com valores declarados e tributos recolhidos.
“Se ela tivesse me intimado a prestar esclarecimentos, eu teria dado todas as explicações necessárias, mas primeiro ela pediu minha prisão para depois me ouvir”, pontuou Pena.
O advogado classificou a investigação como perseguição e afirmou que a delegada não apurou os fatos de forma correta, ouvindo apenas um lado da história. Ele elogiou a atuação da OAB/GO e do CFOAB em seu caso e defendeu que autoridades que abusam do poder sejam responsabilizadas.