Skip to content

Após conseguir liberdade, Bruno Pena denuncia perseguição em investigação da PF

Advogado alega que delegada que pediu sua prisão não ouviu sua versão


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 25/06/2024 - 10:21

Bruno Pena ficou preso por dez dias (Foto: Divulgação)

O advogado Bruno Pena acusou nesta segunda-feira (24), a delegada da Polícia Federal, Mylena Lecy Martins da Costa, de perseguição e condução irregular em investigação que culminou em sua prisão na Operação Fundo do Poço, em 12 de junho.

Em coletiva de imprensa, Pena afirmou ter representado contra a delegada em dezembro de 2022, após uma reportagem da CNN Brasil sobre uma investigação sigilosa envolvendo o extinto PROS. Seus pedidos de acesso à investigação foram negados.

Pena alega que a delegada não lhe deu oportunidade de esclarecimento e que, mesmo após sua oitiva na PF, recusou-se a pedir o fim de sua prisão, alegando falta de tempo hábil.

O advogado questiona diversos pontos da investigação, incluindo alegações de superfaturamento de contratos. Ele afirma que os serviços foram prestados com sucesso, mediante contrato firmado, com valores declarados e tributos recolhidos.

“Se ela tivesse me intimado a prestar esclarecimentos, eu teria dado todas as explicações necessárias, mas primeiro ela pediu minha prisão para depois me ouvir”, pontuou Pena.

O advogado classificou a investigação como perseguição e afirmou que a delegada não apurou os fatos de forma correta, ouvindo apenas um lado da história. Ele elogiou a atuação da OAB/GO e do CFOAB em seu caso e defendeu que autoridades que abusam do poder sejam responsabilizadas.