Após semanas de negociações e um impasse inicial entre professores e Prefeitura, a rede municipal de ensino de Anápolis garantiu um reajuste salarial de 5,4% para 2026. O acordo foi confirmado na manhã desta terça-feira (10), após reunião entre a diretoria do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino de Anápolis (SINPMA), o vereador professor Marcos Carvalho e o prefeito Márcio Corrêa.
De acordo com a presidente do SINPMA, professora Márcia Abdala, as tratativas foram retomadas na segunda-feira (9) e concluídas no dia seguinte. Segundo ela, o resultado é considerado importante para evitar perdas salariais acumuladas e preservar as conquistas da categoria dentro do próprio ano.
“Foi um período de muito diálogo e articulação para garantir um acordo que atendesse a categoria. Destacamos também o importante trabalho de interlocução realizado pelo vereador professor Marcos Carvalho junto à municipalidade”, afirmou a presidente do sindicato.
O reajuste será aplicado de forma escalonada ao longo do ano. A primeira parcela, de 2,26%, começa a valer a partir de março. Em agosto será concedido um novo aumento de 2%, enquanto a última parcela, de 1,14%, será aplicada em novembro.
Ainda segundo o sindicato, o retroativo referente a janeiro de 2025 será pago em duas etapas, nos meses de abril e maio. Já os valores retroativos referentes a janeiro e fevereiro de 2026 deverão ser discutidos e negociados no segundo semestre deste ano.
O acordo foi alcançado após um período de tensão nas negociações. No dia 24 de fevereiro, professores da rede municipal rejeitaram em assembleia a contraproposta apresentada pela Prefeitura. A reunião, organizada pelo SINPMA, contou também com a participação de outras entidades sindicais do município, como SindiAnápolis, Sinteea e SindSaúde.
Na ocasião, a categoria considerou insuficiente a proposta inicial do Executivo, que previa o parcelamento do índice de inflação medido pelo IPCA, estimado em 4,26%. Os professores defendiam a aplicação do índice de 5,4%, correspondente ao reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério.
Apesar da rejeição à proposta naquele momento e da possibilidade de paralisação das atividades, os profissionais decidiram manter o diálogo com a administração municipal. O vereador professor Marcos Carvalho foi indicado pela categoria para atuar como intermediador nas conversas entre sindicato e prefeitura.
Com o acordo firmado nesta terça-feira, a expectativa é que o reajuste garanta a recomposição salarial dos profissionais da educação e encerre o impasse que se arrastava desde o início do ano entre professores e a gestão municipal.














