Aplicativo ficou temporariamente indisponível para novos downloads; empresa afirma que plataforma retirou o material e baniu o usuário responsável.
A Apple removeu brevemente o aplicativo de mensagens Telegram da App Store globalmente na noite de segunda-feira (3) após identificar conteúdo que violava suas diretrizes de “proibição de material de abuso sexual infantil” . A suspensão impediu novos downloads e atualizações em iPhones e iPads, mas usuários que já tinham o aplicativo instalado puderam continuar usando o serviço normalmente .
A empresa afirmou que restaurou o aplicativo depois que “o desenvolvedor removeu prontamente o conteúdo e baniu o usuário que o publicou” . O Telegram confirmou que a Apple comunicou o caso envolvendo um único usuário e que a plataforma tem política de tolerância zero para material de abuso sexual infantil, tendo removido mais de 337.900 grupos e canais relacionados a esse tipo de conteúdo em 2026 .
Segundo o fundador do Telegram, Pavel Durov, a Apple foi manipulada por “chantagistas” que plantam conteúdo ilegal em grupos públicos para extorquir administradores de comunidades legítimas . Ele afirmou que a Apple removeu o aplicativo sem contato prévio com a empresa . A alegação de Durov, no entanto, não foi confirmada pela Apple ou por outras fontes independentes .
O Telegram respondeu com ironia no X (antigo Twitter): “Os relatos sobre a minha morte são muito exagerados” . Em outra mensagem, questionou se a Apple aplicará o mesmo critério a todos os aplicativos disponíveis na loja . O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, criticou a decisão da Apple, argumentando que a remoção de um aplicativo usado por mais de um bilhão de pessoas por causa do conteúdo de um único usuário estabelece um precedente perigoso .
O Telegram já havia sido temporariamente removido da App Store em 2018 por motivo semelhante e foi restaurado após reforçar seus mecanismos de proteção .
Denúncias de abuso sexual infantil e de material contendo exploração de crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 (Direitos Humanos), que funciona 24 horas. O Conselho Tutelar e a Polícia Civil também recebem denúncias e investigam os casos. Plataformas digitais são obrigadas por lei a remover conteúdos de abuso infantil, e usuários que encontrarem esse tipo de material devem denunciar às autoridades e à própria plataforma. O incidente reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas e o poder da Apple sobre o ecossistema de aplicativos.
LEIA MAIS:
Flávio admite encontro com Vorcaro após prisão e diz que foi encerrar aporte a filme de Bolsonaro












