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Câmara de Goiânia tem embate sobre letalidade policial no Rio

Parlamentares da “bancada da bala” exaltaram a ação policial, enquanto oposição classificou operação como massacre


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 29/10/2025 - 11:48

Fabrício Rosa divergiu sobre letalidade da operação e a condução da segurança pública (Foto: Divulgação)

A Operação Contenção, deflagrada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha, repercutiu nesta quarta-feira (29) na Câmara Municipal de Goiânia. A ação, que deixou 66 mortos, entre eles quatro policiais, e resultou em 81 prisões e 93 fuzis apreendidos, dividiu os vereadores entre elogios à força policial e críticas à condução da política de segurança.

Durante a sessão, o vereador Sargento Novandir (MDB) pediu um minuto de silêncio em homenagem aos agentes mortos e defendeu a continuidade das ações. “Eu peço ao governador do Rio de Janeiro que continue as operações, não pare. Vamos para cima desses bandidos, desses demônios que assolam a nossa sociedade”, afirmou.

O também integrante da bancada da segurança, Coronel Urzêda (PL), se solidarizou com as forças policiais fluminenses e defendeu a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). “O estado do Rio de Janeiro precisa ser socorrido. O presidente Lula precisa decretar uma GLO urgente. Aqui em Goiás, bandido não faz fama porque nossas polícias agem com firmeza”, disse o parlamentar, que é ex-fuzileiro naval.

“Maior faxina da história”

Na mesma linha, Igor Franco (MDB) classificou a operação como “a maior faxina da história do Rio de Janeiro”, e Denício Trindade (União Brasil) afirmou que a ação “foi uma limpeza e tem mais para ser feita”. “Aqueles que morreram foram bandidos e têm que fazer essa limpeza”, afirmou Denício, que também prestou solidariedade às famílias dos quatro policiais mortos.

O vereador Sanches da Federal (PP) usou a tribuna para criticar o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal, afirmando que o país é governado por quem defende bandidos. “Nosso país é liderado por um governo que trata traficantes como vítimas e por um Supremo que descriminaliza o porte de drogas. Hoje, 28 milhões de brasileiros vivem sob o domínio de facções”, declarou.

Já o vereador Major Vitor Hugo (PL), ex-oficial do Exército, considerou a operação “necessária e oportuna”. “Participei de operações nos morros cariocas. Posso afirmar com toda certeza: a ação é necessária. Combatemos bandidos que usam drones para lançar bombas sobre a população. Não se enfrenta isso com abraços, mas com ação firme”, afirmou.  Ozeias Varão, do mesmo partido, falou em “sacrifício da vida” de quatro policiais.

Oposição fala em “massacre”

Na outra ponta, Fabrício Rosa (PT) classificou a operação como “massacre” e responsabilizou o governador Cláudio Castro (PL) pela condução da segurança pública no Rio. “A segurança é função de Estado, e quem governa o Rio há sete anos é o PL. O governador abriu mão de recursos do Fundo Nacional de Segurança e se opõe à PEC que moderniza a atuação das polícias. Transformam corpos em propaganda política”, afirmou.

A vereadora Kátia Maria (PT) também chamou a ação de “desastrosa” e criticou o apoio do governador Ronaldo Caiado (UB) à operação. “Foi uma ação desastrosa do governador bolsonarista Cláudio Castro. É preciso combater o crime, mas com inteligência, sem colocar em risco vidas inocentes. O Caiado deveria se preocupar com o déficit de policiais em Goiás antes de oferecer tropas ao Rio”, disse.

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