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Cresce o número de matriculados no ensino superior EAD, no Brasil

O crescimento foi de 26,8% total no número de matrículas na modalidade de ensino a distância

Por Redação Tribuna do Planalto - 20/06/2022

Matrículas no ensino superior na modalidade presencial registraram queda de 7,3 pontos percentuais de 2019 para 2020 Foto: Igor Sperotto

Da redação

De 2019 para 2020, o número de matrículas no ensino superior na modalidade de ensino a distância (EAD) aumentou 7,7 pontos, saltando de 19,1% para 26,8%. Com queda de 3,8% em 2019, as matrículas para cursos presenciais diminuíram ainda 5,6 pontos percentuais, chegando à queda de 9,4% em 2020.

Apesar do crescimento total de 26,8% no número de matrículas na modalidade EAD, esse aumento na verdade mascara a redução no número de jovens ingressando na educação superior. Os dados são do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2022, que apresenta dados gerais do setor no país, de instituições de ensino superior (IES) privadas e públicas, e realizado pelo Instituto Semesp.

O percentual de 64,2% das matrículas no ensino superior refere-se a cursos presenciais, uma queda de 7,3 pontos percentuais de 2019 para 2020. Segundo o Semesp, este foi um dos impactos do primeiro ano da pandemia de covid-19. 

O diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, apresentou um resumo dos principais dados do Mapa do Ensino Superior no Brasil durante o lançamento da publicação.  De acordo com ele, a publicação é um importante documento de consulta para todos os agentes envolvidos com o ensino superior. “A nova edição do Mapa apresenta um retrato do cenário mais recente que temos da educação superior no país, trazendo os primeiros dados oficiais referentes a 2020, ano do início da pandemia, um fator crítico para o ensino superior e as IES”, disse. 

Dados históricos

De acordo com a instituição, pela primeira vez na história da coleta de dados do Censo do Ensino Superior, o número total de ingressantes no EAD (2 milhões) ultrapassou o presencial (1,75 milhão). Os ingressantes na modalidade presencial tiveram queda de 13,9%, e os do EAD aumentaram 26,2%. Os ingressantes correspondem aos calouros, enquanto os dados referentes a matrículas incluem estudantes de todos os períodos.

Ainda em relação ao impacto da pandemia no setor, 92% das instituições de ensino superior suspenderam as aulas presenciais em 2020, e 77% destas não retornaram às atividades presenciais naquele ano.

O total de matrículas – presenciais e EAD – no país cresceu 0,9% de 2019 para 2020. O número de matrículas feitas no período aumentou em 11 estados, com o Rio de Janeiro apresentando a maior alta (8,6%), seguido por Espírito Santo e Santa Catarina, empatados com 5,9% de acréscimo de estudantes. Amapá, Ceará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo também registraram crescimento do número de matrículas.

O levantamento mostrou que três estados da Região Sudeste – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – têm, juntos, 42,8% do total de matrículas do ensino superior do país.

A taxa de escolarização líquida do país, que mede o total de jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior em relação ao total da população da mesma faixa etária, é de apenas 17,8%. O Distrito Federal tem a maior taxa de escolarização líquida (30,4%), e o Maranhão, a menor (9,9%). As regiões Sul e Sudeste são as únicas em que todos os estados têm taxa de escolarização líquida acima da média nacional.

A evasão no ensino superior aumentou 4,2% de 2019 para 2020. O índice foi maior na rede pública (12,2%) do que na rede privada (2,8%).

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