O Governo de Goiás deu nesta segunda-feira (13) o primeiro passo para instalar uma indústria de armamentos no Estado. O governador Daniel Vilela (MDB) assinou um Memorando de Entendimento com a fabricante sul-coreana K-Tech, que pretende investir R$ 77 milhões na implantação de uma unidade voltada à produção de armas de fogo de baixo calibre e munições.
O empreendimento será implantado em duas etapas. A primeira prevê aporte de R$ 26 milhões. Outros R$ 51 milhões serão destinados à expansão da fábrica, cuja localização ainda será definida após a conclusão dos estudos técnicos e de viabilidade econômica que ficarão sob responsabilidade da empresa.
Além de atender o mercado brasileiro, a estratégia da K-Tech é utilizar Goiás como plataforma de distribuição para países da América Latina e também para a América do Norte. Segundo representantes da companhia, a operação poderá futuramente incorporar novas linhas de produção e ampliar a transferência de tecnologia para o Brasil.
Durante a cerimônia, Daniel Vilela afirmou que a escolha de Goiás foi resultado da política de atração de investimentos adotada pelo Estado. “A K-Tech escolheu Goiás para instalar sua operação no Brasil por reconhecer que oferecemos segurança jurídica, ambiente de negócios favorável, eficiência na gestão e uma equipe comprometida em atrair investimentos que geram emprego, renda e desenvolvimento para os goianos”, afirmou. O governador também destacou os índices da segurança pública goiana como um dos fatores que reforçaram a competitividade do Estado na disputa pelo empreendimento.
Fundada em 2018, a K-Tech atua na fabricação de armamentos leves, pistolas, fuzis e componentes de alta precisão destinados aos mercados de defesa e segurança. A empresa informou faturamento superior a US$ 100 milhões em 2025 e vê a operação em Goiás como porta de entrada para ampliar sua presença no continente.
O presidente da companhia, Jun Chang-mok, afirmou que a parceria pode abrir espaço para investimentos em outros segmentos industriais, como saúde, medicamentos e cosméticos. Na avaliação do presidente da Adial, Edwal Portilho, a chegada da fabricante tem potencial para estruturar uma nova cadeia produtiva em Goiás.
Já o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial Brasil-Coreia (ACIBC), Raphael Santana, disse que o objetivo é consolidar o Estado como um centro de produção, distribuição e exportação, aliado à geração de empregos e à transferência de tecnologia.












