A cordialidade entre os candidatos à Prefeitura de Goiânia se limitou aos bastidores do debate da TV Brasil Central (TBC), realizado na noite de segunda-feira (19). Em contraste com o primeiro encontro promovido pela TV Sucesso Band, o clima esquentou entre os postulantes ao Paço Municipal, com a presença inédita dos seis candidatos com representação no Congresso Nacional, já que o senador Vanderlan Cardoso (PSD) havia faltado o primeiro debate.
A deputada federal Adriana Accorsi (PT) evocou o legado do pai, ex-prefeito Darci Accorsi, e justificou a escolha da cor lilás como símbolo da luta contra a violência à mulher, ao ser provocado por Fred Rodrigues (PL), sobre “esconder” símbolos do partido como a cor vermelha. O bolsonarista, inclusive, tentou nacionalizar o debate várias vezes.
O prefeito e candidato à reeleição, Rogério Cruz (SD), enumerou obras realizadas em seu mandato, mas enfrentou críticas contundentes dos adversários, que questionaram sua gestão. Para se livrar dos comentários negativos, não raro, o chefe do executivo evocava às gestões passadas, principalmente às petistas, como principais responsáveis pelo caos vivido na capital e terceirizou a maior parte dos problemas.
Fred Rodrigues (PL), após um início tenso, apresentou propostas, mas frequentemente desviou das perguntas, sempre colocando o debate nacional na pauta e deixando falar sobre os problemas da cidade. Inclusive, em certo momento, avocar o vice, o empresário Leonardo Rizzo (Novo), como principal responsável por auxiliá-lo a administrar Goiânia.
O jornalista Matheus Ribeiro, tentou imprimir a mensagem de renovação e ao ser provocado por Fred Rodrigues, disse que o ex-governador Marconi Perillo não teria participação em sua campanha. “Minha campanha é pautada na renovação”, afirmava em diversos momentos. Não faltaram críticas à gestão de Rogério Cruz e em alguns momentos, o PT se tornava alvo.
O ex-deputado federal e candidato da base caiadista, Sandro Mabel (UB) mesclou realizações passadas com a atual parceria com o governador Ronaldo Caiado. Em diversos momentos, provocou as gestões petistas chamando-as de “desastrosas” e não poupou nem mesmo Fred Rodrigues. Disse que o bolsonarista não conseguiria administrar “nem um carrinho de picolé”.












