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Dengue: Prefeitura de Goiânia inicia vistoria de imóveis fechados

O evento foi realizado em uma casa abandonada na Rua Escócia, no Jardim Europa, dando início às vistorias de imóveis fechados em 2026, para inspeção e eliminação de focos de dengue


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 02/02/2026 - 15:15

O planejamento para este ano é de executar 2,5 milhões de visitas domiciliares em toda a capita
O planejamento para este ano é de executar 2,5 milhões de visitas domiciliares em toda a capital

A prefeitura de Goiânia  lançou nesta segunda-feira (2) a Operação de Enfrentamento à Dengue em Goiânia. O evento foi realizado em uma casa abandonada na Rua Escócia, no Jardim Europa, dando início às vistorias de imóveis fechados em 2026, para inspeção e eliminação de focos de dengue. O prefeito Sandro Mabel participou da vistoria.

O planejamento para este ano é de executar 2,5 milhões de visitas domiciliares em toda a capital, incluindo os 1.116 imóveis mapeados que representam riscos à saúde pública. A previsão é que os agentes de saúde façam quase 21 mil visitas por dia em todas as regiões de Goiânia. Dentre as estratégias previstas, estão a ampliação da roçagem de mato na cidade e a utilização de veículos para aplicação de Ultra Baixo Volume em áreas de difícil acesso. Serão roçados 25 milhões de metros de gramados em Goiânia em 30 dias, enquanto a média atual é de 7 milhões a cada 21 dias.

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flávio Toledo, diante da previsão de entrada em circulação do vírus 3 da dengue em Goiânia, a pasta tem intensificado as ações. “A Prefeitura de Goiânia tem realizado realmente uma mega-operação, porque nós estamos usando todos os nossos equipamentos e pessoas no combate ao mosquito da dengue. E, para além disso, a gente precisa que a população receba os nossos agentes de combate a endemias em casa”, explica Toledo, afirmando ainda que 50% da responsabilidade no combate à dengue é do poder público e 50%, da população.

O superintendente esclarece que a residência escolhida para a abertura das ações é um exemplo de locais negligenciados de cuidados com possíveis criadouros do mosquito, o que coloca toda uma região em risco. O trabalho da Saúde, segundo ele, consiste em visitar o imóvel fechado ou abandonado por até três vezes e, se não obtiverem sucesso, fazer uma parceria com a Guarda Civil Metropolitana para adentrar o imóvel e realizar o manejo ambiental necessário para eliminação dos focos.

“Nós estamos tentando cercar de todas as formas possíveis para que a gente consiga abarcar a melhor quantidade possível de locais, desde as armadilhas, até os manejos que nossos agentes têm nas unidades de urgência, emergência e de saúde básica, que nos acionam à medida que eles vão fazendo as notificações”, afirma.

Moradora do Jardim Europa há mais de 40 anos, Maria do Socorro Coutinho relatou alívio com a atuação da Prefeitura de Goiânia no imóvel vizinho, que, além de fechado, estava parcialmente demolido e acumulava lixo, tornando-se um ponto crítico para a proliferação do mosquito da dengue.

Segundo ela, o local já havia sido identificado por agentes como um “depósito de dengue” e gerava medo constante na vizinhança, especialmente após casos graves na família e na rua. “É inadmissível isso. Mas hoje fiquei super contente com essa operação. Abro minhas portas para os agentes, faço minha parte, não deixo água parada. Agora me sinto mais segura e acredito que vai ajudar muito aqui no bairro”, afirmou.

Em 2025, Goiânia registrou queda de quase 50% no número de casos de dengue em relação ao ano anterior.

 

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