Neste 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um levantamento nacional reforça tanto os avanços quanto os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil — especialmente pelas mulheres, que aparecem como as principais responsáveis pelo cuidado.
A pesquisa, conduzida pelo Instituto Autismos com mais de 23 mil participantes em todo o país, revela que a maior parte dos cuidadores de pessoas autistas são mulheres, principalmente mães. Em muitos casos, elas deixam o mercado de trabalho para se dedicar integralmente ao acompanhamento dos filhos, evidenciando uma sobrecarga que vai além do aspecto emocional e atinge também a estabilidade financeira das famílias .
O estudo também traz um dado positivo: a idade média do diagnóstico no Brasil caiu para cerca de 4 anos, alinhando o país aos padrões internacionais. A identificação precoce é considerada essencial para o desenvolvimento da criança e para a eficácia das terapias .
Por outro lado, os custos continuam sendo um desafio significativo. As famílias chegam a gastar mais de R$ 1 mil por mês com terapias, recorrendo principalmente a planos de saúde. Já nas regiões Norte e Nordeste, há maior dependência do sistema público.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais amplas, que considerem não apenas o atendimento às pessoas com TEA, mas também o suporte às famílias — especialmente às mulheres, que seguem como pilares invisíveis desse cuidado.
Neste Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o debate ganha um recorte claro: além de ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento, é urgente reconhecer e apoiar quem sustenta essa rede de cuidado no dia a dia.
Com informações da Agência Brasil














