Skip to content

Em oito meses, Mabel aumenta arrecadação em 12%

Gestão aponta superávit histórico e prevê recuperação da nota A na Capacidade de Pagamento


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 03/10/2025 - 09:27

Prefeitura convoca 194 profissionais de saúde para reforçar atendimento na rede municipal
Números fiscais da capital apontam para crescimento de 12% na arrecadação e corte de 6% nas despesas (Foto: Divulgação)

Nos primeiros oito meses da gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), a Prefeitura de Goiânia registrou um crescimento de 12% na receita em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados, apresentados pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) em audiência pública nesta quinta-feira (2), indicam superávit de aproximadamente R$ 700 milhões e consolidam uma trajetória de recuperação fiscal.

De acordo com a Sefaz, a alta foi impulsionada principalmente pela arrecadação própria. O ISS avançou 14%, reflexo da retomada do setor de serviços e da intensificação da fiscalização; o ITBI cresceu 10%, acompanhando o aquecimento do mercado imobiliário; e o IPTU ( 6,09%), junto a outros tributos municipais, também registrou alta.

Para o secretário da Fazenda, Valdivino de Oliveira, o decreto de calamidade financeira publicado em janeiro teve efeito pedagógico: “O espírito da calamidade serviu para impor disciplina e controle nos gastos. O resultado está aí: transformamos uma Prefeitura deficitária em superavitária, com o maior superávit da história da capital”, afirmou.

Com os resultados alcançados, a gestão projeta recuperar até o fim do ano a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), concedida pelo Tesouro Nacional. O prefeito já falou que tem interesse em contratar financiamentos.

Redução de gastos

No lado das despesas, a administração reduziu os gastos em mais de 6% no comparativo com 2024. As despesas de custeio recuaram 5,94% e a folha de pagamento caiu para 46,35% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa margem permitiu ao município conceder o reajuste de 4,83% da data-base dos servidores, mesmo sob decreto de calamidade financeira.

Queda do FPM

Enquanto a arrecadação própria avançou, as transferências da União tiveram retração. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caiu 14% no período, reflexo da desaceleração da economia nacional. Pela primeira vez, a arrecadação municipal superou os repasses federais, o que, segundo Valdivino, só foi possível pela eficiência tributária implementada neste ano.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/mabel-se-nega-a-responder-vereadores-e-deixa-camara-durante-prestacao-de-contas/

Pesquisa