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Empresários goianos propõem adiar discussão sobre o fim da jornada 6×1

FEE-GO alerta para possíveis impactos negativos da medida


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 23/04/2026 - 09:36

6x1 Empresários goianos propõem adiar discussão sobre o fim da jornada 6x1
Empresários goianos propõem adiar discussão sobre o fim da jornada 6x1

O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) divulgou uma carta aberta defendendo o adiamento da discussão sobre o fim do regime de trabalho 6×1 no Congresso Nacional. O documento é direcionado a prefeitos, deputados federais, senadores e trabalhadores goianos.

Segundo as entidades, o tema precisa ser debatido de forma ampla, técnica e equilibrada, com participação de diferentes setores da sociedade. O Fórum avalia que o atual cenário político não é adequado para uma discussão aprofundada e defende que o assunto seja tratado com responsabilidade, longe de influências eleitorais.

Com base em estudos e análises econômicas, o FEE-GO alerta para possíveis impactos negativos da medida. Entre eles, o risco de redução de até 630 mil empregos formais no país, especialmente em setores que demandam grande volume de mão de obra. As projeções também indicam aumento nos custos com trabalhadores, que pode chegar a R$ 267 bilhões por ano.

O documento aponta ainda que a diminuição da jornada pode gerar retração econômica, com impacto estimado de até R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). Em alguns cenários, as simulações indicam queda de até 11,3% na atividade econômica.

Outro ponto destacado é o possível impacto sobre salários e renda das famílias. Com aumento de até 7% nos custos da folha, empresas podem reduzir contratações, limitar horas extras e rever benefícios, afetando o poder de compra.

Os efeitos também atingiriam setores específicos. No comércio e nos serviços, as perdas podem chegar a R$ 122,4 bilhões e R$ 235 bilhões por ano, respectivamente. No agronegócio, os custos podem subir entre 7,8% e 8,6%, com reflexos diretos no interior do estado. Já na indústria, o aumento pode alcançar cerca de 11% nos custos com mão de obra, o equivalente a R$ 88 bilhões.

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O Fórum também projeta impacto inflacionário, com possível aumento de até 13% nos preços ao consumidor, o que poderia dificultar a queda dos juros e afetar principalmente famílias de menor renda.

Na construção civil, os estudos indicam que o aumento de cerca de 10% no custo da hora trabalhada pode encarecer os imóveis, reduzir a oferta e ampliar os prazos de entrega, dificultando o acesso à casa própria.

A carta é assinada por entidades que integram o FEE-GO, entre elas ACIEG, ADIAL, FACIEG, FAEG, FCDL-GO, Fecomércio-GO, FIEG e OCB/GO.

 

 

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