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Estudantes goianos vão representar o Brasil na ONU

Por Redação - 17/12/2019

Educação inclusiva, equitativa e de qualidade é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Todos os países devem criar estratégias e projetos durante os próximos 15 anos para que os objetivos propostos se concretizem. Diante dessa perspectiva, os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), Graziele Gabriel Gonçalves e Júnior da Silva, se juntaram ao estudante de Publicidade e Propaganda da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Shalon Santos, e desenvolveram um aplicativo denominado Re Formula.

Em sua fase de criação, o aplicativo foi apresentado por Shalon na Universidade de Cuiabá (UNIC) para um público de 3 mil pessoas. “Um representante da ONU estava assistindo à apresentação, se interessou pelo projeto e nos indicou para participar de uma competição nos Estados Unidos”, comenta o estudante de Publicidade. Ao concorrer com projetos de mais de 90 países, o aplicativo Re Formula conquistou o segundo lugar na competição.

O aplicativo ainda não está disponível para download. Os três estudantes buscam agora arrecadar dinheiro para conseguir apresentar a ferramenta na sede da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. “Precisamos levar o nosso projeto para a ONU em fevereiro de 2020, para que assim possa acontecer a implementação do aplicativo no Brasil e em outros países”, afirmam.

Edu

A proposta do aplicativo é criar um ambiente virtual onde os estudantes que enfrentam dificuldades em alguma matéria específica possam receber auxílio de diferentes professores cadastrados na ferramenta. “O estudante deve se cadastrar na plataforma e comunicar a sua dificuldade em alguma área do conhecimento. A partir disso, o aplicativo envia a solicitação dos estudantes para os professores cadastrados que ministram aulas sobre o conteúdo desejado”, explica Shalon. Segundo os idealizadores do projeto, o aplicativo não é somente para alunos que estão na universidade. “O aplicativo está programado para receber estudantes desde o nível fundamental até a pós-graduação”, pontua Shalon.

Natural de São Félix do Xingu, no Pará, o estudante Júnior da Silva afirma que o aplicativo é uma possibilidade de levar informação para localidades carentes e de difícil acesso. “Eu me mudei para Goiânia e estou na universidade, mas meus primos continuam morando em vilas afastadas da cidade. Para eles, o acesso à educação é uma realidade muito limitada, pois é frequente não ter aula na região”, diz.

Da comunidade Quilombola Urbana do Jardim Cascata, a estudante Graziele Gabriel visualizou no projeto uma alternativa para que os estudantes se aperfeiçoem nas matérias que mais apresentam dificuldade. “Me apaixonei pela proposta do aplicativo por causa dos obstáculos que vinha vivenciando na faculdade. O nosso projeto é uma alternativa para os estudantes se aperfeiçoarem em meio às dificuldades”, completa.

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