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Estudo confirma: vacinas, rotina saudável e controle de doenças podem ajudar a proteger o cérebro

Pesquisas indicam que prevenção da demência passa por cuidados combinados, que vão de imunização a estímulos cognitivos na meia-idade


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/04/2026 - 10:25

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(Foto: Reprodução)

A prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, tem sido cada vez mais associada a fatores presentes no dia a dia. Estudos recentes apontam que a combinação entre vacinação, uso de medicamentos já conhecidos e hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir o risco de demência ao longo da vida.

Entre os fatores analisados, a vacinação contra a gripe aparece com destaque. Pesquisas sugerem que pessoas imunizadas apresentam menor probabilidade de desenvolver quadros de declínio cognitivo. Para o médico nutrólogo e intensivista José Israel Sanchez Robles, os benefícios vão além da proteção imediata. “A vacinação vai além da prevenção de infecções agudas. Seus efeitos podem repercutir de forma sistêmica, incluindo possíveis benefícios para a proteção cerebral.”, afirma.

Outro imunizante relevante é o da herpes-zóster, que também vem sendo associado à redução no risco de demência. Segundo o especialista, o impacto pode estar ligado ao controle de processos inflamatórios. “Há uma relação bem estabelecida entre processos inflamatórios e doenças neurodegenerativas. Ao prevenir infecções, as vacinas contribuem para reduzir respostas inflamatórias que podem impactar o sistema nervoso.”, explica o Dr José Israel Sanchez Robles.

Além das vacinas, o controle de doenças crônicas também desempenha papel importante. Medicamentos utilizados para tratar colesterol elevado e hipertensão, como estatinas e anti-hipertensivos, têm sido associados a benefícios indiretos para o cérebro. “Cuidar da saúde cardiovascular também significa proteger, de forma indireta, a saúde do cérebro. Os vasos sanguíneos desempenham papel essencial na manutenção da função cognitiva.”, destaca.

No campo metabólico, tratamentos para diabetes tipo 2 também entram na discussão. Fármacos como a metformina e os inibidores SGLT2 vêm sendo estudados por seu possível impacto na preservação das funções cerebrais. “O cérebro é altamente sensível às alterações metabólicas. A manutenção do equilíbrio desses parâmetros pode contribuir para retardar processos degenerativos.”, diz o médico.

Já o uso de anti-inflamatórios ainda gera debate na comunidade científica. Apesar da relação entre inflamação e doenças neurodegenerativas, não há consenso sobre a eficácia desses medicamentos na prevenção. “inda não há evidências suficientes para recomendar o uso de anti-inflamatórios com esse objetivo, embora a hipótese apresente plausibilidade biológica.”, pondera o Dr José Israel Sanchez Robles.

Paralelamente, hábitos de vida ganham protagonismo. Atividades como exercícios físicos, interação social, viagens e aprendizado contínuo ajudam a fortalecer a chamada reserva cognitiva, fator que pode aumentar a resistência do cérebro ao envelhecimento. “O conceito de reserva cognitiva é fundamental. Quanto maior o estímulo cerebral ao longo da vida, maior tende a ser a capacidade do cérebro de resistir a danos relacionados ao envelhecimento”, explica o especialista. Ele acrescenta: “Não existe uma solução única. A combinação de hábitos saudáveis, acompanhamento médico e estímulos cognitivos representa uma das estratégias mais eficazes para a proteção da saúde cerebral”.

Diante desse conjunto de evidências, especialistas reforçam que a prevenção da demência depende de uma abordagem ampla, que integre cuidados médicos e mudanças consistentes no estilo de vida ao longo do tempo.

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