Nos últimos meses o governador Ronaldo Caiado ocupou os espaços mais destacados na imprensa nacional e conseguiu, com isso, firmar-se como pré-candidato a presidente da República. O seu maior ativo, na jornada pelas redações, sempre foi ele mesmo: suas propostas, suas ideias e seu governo, com avaliação na casa dos 80%.
A exposição chamou a atenção para seu nome e ligou os holofotes suas ações. Mesta segunda, 12, uma nota na coluna de Lauro jardim, em O Globo, mostrou que o escrutínio será grande.
Diz a nota:
Caiado é o máximo, segundo o insuspeito site do governo de Goias
A página do governo de Goiás estampou ontem, como se fosse a coisa mais normal e republicana do planeta, um texto intitulado “Caiado é o governador com melhor avaliação do Brasil”.
Os parágrafos que surgem entre duas fotos de um Ronaldo Caiado sorridente versam sobre uma pesquisa de opinião. Não valem, claro, serem reproduzidos aqui. O título basta. Trata-se de um exemplo inequívoco de um troço chamado uso da máquina pública em benefício pessoal.
Um dos pontos mais sensíveis da estratégia por trás da exposição do governador está exatamente o voluntarismo de sua equipe e os investimentos em publicidade fora do Estado. Em tese, uma exaltação do Estadp. Na prática, uma inversão de valores.
O raciocínio é simples: Caiado é seu maior cabo Eleitoral. O marketing de investir recursos consideráveis de publicidade em veículos fora do Estado mais alerta para o que ele mesmo combate como homem público do que propagandeia as qualidades que, em uma campanha, podem diferenciá-lo positivamente.
O maior risco: “o Estado que dá certo” virar farinha do mesmo saco.












