O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025, divulgado nesta semana, mostra que Goiânia apresentou avanço na qualidade da administração das contas públicas em relação ao ano anterior. A capital goiana obteve nota 0,7130, o que a coloca na faixa de gestão fiscal boa e acima da média nacional (0,6505) e estadual (0,6296).
De acordo com o levantamento, Goiânia teve destaque positivo no indicador de autonomia, que mede a capacidade de financiar a própria estrutura administrativa com receitas locais. No entanto, o relatório aponta desafios no quesito investimentos, ainda considerados insuficientes diante da arrecadação e do tamanho da cidade.
Goiás no ranking
No cenário estadual, os resultados mostram disparidade entre os municípios goianos. Das 246 cidades avaliadas, 52% apresentaram gestão fiscal em situação difícil ou crítica, revelando que a maioria ainda enfrenta sérios problemas para equilibrar receitas e despesas.
Por outro lado, 48% dos municípios goianos alcançaram notas classificadas como boas ou excelentes, acompanhando a tendência nacional de melhora. Entre os destaques positivos do estado estão Itumbiara, Catalão e Jataí, que registraram índices elevados de liquidez e maior capacidade de investimento.
Já cidades de menor porte, altamente dependentes de transferências estaduais e federais, aparecem com os piores resultados, principalmente no critério gastos com pessoal, que continua sendo o maior gargalo da gestão municipal em Goiás.
Importância do índice
O IFGF, elaborado pela Firjan a partir de dados oficiais de 2023, avalia a situação fiscal de mais de 5 mil municípios brasileiros em quatro dimensões: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. O objetivo é oferecer um retrato da saúde financeira das cidades e contribuir para o controle social das contas públicas.
No ranking nacional, Goiânia se posiciona entre as capitais com melhor desempenho, embora ainda distante de referências como Vitória e Curitiba, que lideram o índice.
Ranking nacional
De acordo com o estudo, 55% das cidades brasileiras tiveram gestão fiscal considerada boa ou excelente, resultado que mostra melhora em relação ao ano anterior. Apesar do avanço, o relatório também indica que quase metade dos municípios ainda apresenta dificuldades, sobretudo no controle das despesas com pessoal e na capacidade de manter investimentos consistentes.
Entre as capitais, São Paulo, Curitiba e Vitória se destacaram com as melhores notas, combinando maior arrecadação própria com gestão equilibrada de gastos. Já municípios de médio e pequeno porte foram os que mais sofreram com limitações financeiras, especialmente aqueles altamente dependentes de transferências federais e estaduais.
O indicador de autonomia, que mede a capacidade das cidades de financiar a própria estrutura administrativa com receitas locais, continua sendo um dos pontos mais frágeis: em muitos municípios, a arrecadação própria não cobre sequer os custos básicos da máquina pública.
Por outro lado, o índice mostra evolução no quesito liquidez, que avalia a capacidade de honrar despesas de um exercício no mesmo ano. Isso indica maior responsabilidade fiscal, evitando o acúmulo de restos a pagar para a gestão seguinte.
Segundo a Firjan, os resultados reforçam a importância da transparência e da eficiência na gestão dos recursos públicos. O estudo serve como ferramenta de controle social, permitindo que cidadãos e gestores acompanhem de perto a situação fiscal de suas cidades.












