Depois de mais de 130 dias de seca (133 dias nas regiões Norte e Oeste e 131 na Leste), as chuvas finalmente chegam a Goiás. Nesta segunda-feira há previsão de pancadas de chuvas em áreas isoladas. Já para a terça-feira (16), existe alerta de tempestades em diversas regiões do Estado. A previsão é do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
No final de semana, houve registros de chuvas em pequenas quantidades em cidades como Araguapaz, Mozarlândia, Goianésia e Rubiataba. Nesta segunda-feira, de acordo com a previsão do Cimehgo, pode chover 3 milímetros nas regiões Norte e Oeste e 1 milímetro na Região Central.
Já para amanhã, a previsão é de chuvas em todas as regiões do estado, em quantidades mais generosas e até em forma de tempestades. A previsão do Cimehgo é de que chova 8 milímetros nas regiões Sul, Central e Sudoeste, e 5 milímetros nas regiões Norte, Oeste e Leste.
De acordo com o Cimehgo, as chuvas devem-se à umidade transportada por correntes de vento provenientes da Região Norte do país. De terça para quarta-feira, haverá o avanço de uma frente fria pela Região Sudeste do Brasil, que irá gerar aumento na nebulosidade em Goiás, provocando a formação de chuvas. A combinação desses dois elementos deve provocar as chuvas.
Ainda assim, as temperaturas permanecerão elevadas. Nesta segunda-feira, o calor pode chegar a 39 graus na Região Oeste, 38 graus no Norte e 37 graus nas demais regiões. A umidade relativa do ar ficará abaixo de 20%, o que é considerado nível de alerta.
Em Goiânia, haverá predomínio de sol, com a temperatura podendo chegar a 37 graus, mesma temperatura prevista para Itumbiara, Jataí, Ouvidor, Ceres, Iporá, Rubiataba, Montes Claros de Goiás, Aruanã e Goianésia.
Hidratação
O boletim do Cimehgo reforça que a escassez de chuvas prolongada exige uso racional da água, especialmente para garantir abastecimento humano e irrigação agrícola. No campo, a combinação de estiagem, calor extremo e baixa umidade aumenta os riscos de perdas em lavouras e pressiona o manejo sustentável dos recursos naturais.
Além disso, reforça a necessidade de hidratação constante, evitar exercícios físicos em horários de pico de calor e redobrar cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. O ar seco, classificado em nível de alerta, amplia a vulnerabilidade da população e torna o ambiente urbano mais suscetível a queimadas acidentais ou provocadas.
Ideb expõe salto das escolas integrais e fragilidades das parciais em Goiás












