A quinta-feira terá predomínio de sol, com temperaturas amenas pela manhã e máximas em elevação no período da tarde, com grande amplitude térmica durante o dia (oscilação entre temperatura a mínima e a máxima). A previsão é do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que prevê clima quente e seco em Goiás à tarde.
A baixa umidade relativa do ar traz riscos reais para a saúde e demanda atenção para a hidratação e outros cuidados. Goiás permanece sob alerta para a baixa umidade relativa do ar, que pode baixar a níveis entre 20% e 12%, considerado nível de alerta para danos à saúde.
Goiânia terá uma quinta-feira com predomínio de sol. A máxima poderá chegar a 32 graus e a mínima, a 15. A umidade relativa do ar deve variar entre 18% e 70%. O sol nasceu às 6h39 e vai se pôr às 18h06.
O calor pode chegar a 36 graus nas regiões norte e oeste, onde as mínimas serão, respectivamente, 19 e 18 graus. A máxima pode chegar a 33 graus nas regiões central e leste, e a 32 graus nas regiões sudoeste e sul. A temperatura máxima pode chegar a 36 graus em Porangatu e a 35 em Araguapaz. Em Aruanã faz 34 graus e em Ceres, Rubiataba e Flores de Goiás, o calor atingirá 33 graus.
A mínima será de 14 graus em Rio Verde e Morrinhos e 15 graus em Jataí, Luziânia e Anápolis.
Saúde recomenda cuidados com o tempo seco
Durante os meses de inverno, o clima seco torna-se predominante na maioria das cidades goianas e a umidade do ar já chega a menos de 30% em alguns locais, nível abaixo do considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com uma especialista do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), de Uruaçu, esse cenário favorece a incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses e exige cuidados com a saúde.
“Esta época do ano tende a ser mais fria e as pessoas costumam manter a casa fechada, impedindo a circulação do ar nos ambientes. Isso é um problema, pois os agentes causadores das alergias como poeira, poluição e pelos de animais ficam mais tempo suspensos no ar, ocasionando doenças como rinite e conjuntivite”, ressalta a médica infectologista Nívia Ferreira.
A diminuição da umidade também pode comprometer a hidratação corporal e ressecar as mucosas das vias aéreas, tornando a pessoa mais vulnerável a crises de asma, sinusite, infecções virais e bacterianas. Além disso, o sangue fica mais denso devido à desidratação e favorece o aparecimento de sintomas como cansaço e dor de cabeça, que surgem quando faltam água e sais minerais no organismo.
Gripes e resfriados também são mais comuns nesse contexto, pois o ar seco carrega vírus e bactérias com mais facilidade. “Por isso é importante mantermos nossa casa sempre limpa e bem arejada, além de mantermos nosso corpo hidratado consumindo bastante água ao longo do dia”, complementa a médica da unidade gerida pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed).
Outras medidas preventivas são uso de umidificador ou toalhas molhadas na hora de dormir; evitar colocar as mãos na boca, nariz e olhos; proteger-se do sol com o uso de protetor solar e hidratantes; além de evitar aglomerações e locais fechados com baixa circulação de ar. Em caso de sintomas, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de casa, que poderá fazer a regulação para os hospitais de referência, em caso de necessidade.
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