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Gracinha Caiado se posiciona contra câmeras em fardas e defende penas mais duras para feminicidas

Candidata ao Senado também criticou proposta de ampliar poder da União sobre forças estaduais de segurança


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 27/08/2026 - 12:31

Gracinha Caiado propõe endurecer penas contra feminicidas (foto: Divulgação)

A candidata ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) se posicionou contra a instalação de câmeras nas fardas dos policiais e defendeu o endurecimento das penas para autores de feminicídio. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27), durante sabatina promovida pela Rádio São Francisco FM, em Anápolis.

“Vou lutar contra o uso de câmeras nas fardas, porque precisamos respeitar os policiais que trabalham todos os dias para garantir que nossos filhos cheguem à escola em segurança, que as mulheres possam sair à noite e que as famílias permaneçam protegidas nas cidades e no campo”, afirmou.

Gracinha também criticou mudanças no Sistema Único de Segurança Pública (Susp) que possam ampliar a participação do governo federal em decisões hoje atribuídas aos estados. Segundo ela, os governadores devem continuar responsáveis pelo comando de suas forças policiais.

“Sou contra tirar dos governadores a autoridade sobre suas polícias. Isso é um absurdo. A polícia precisa ter proteção e ser respeitada. Como senadora, vou bater de frente contra isso”, disse.

A candidata afirmou ainda que alterações na política de segurança pública devem passar por discussão mais ampla antes de serem submetidas ao Congresso.

“São políticas sérias, que merecem debate e não podem ser colocadas para votação de forma emergencial apenas para buscar votos em um momento eleitoral”, declarou.

Durante a sabatina, Gracinha associou sua posição aos resultados da segurança pública em Goiás durante a gestão do ex-governador e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD). Ela citou a redução de crimes e o trabalho da Patrulha Rural, que acompanha 142 mil propriedades georreferenciadas no Estado.

“Não existe um estado no Brasil que possa falar em segurança como Goiás. Isso qualquer pessoa que anda pelas ruas percebe claramente. Desde que Ronaldo Caiado assumiu como comandante-chefe das forças de segurança, essa realidade mudou”, afirmou.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 citados pela campanha apontam que Goiás registrou, em 2025, taxa de 16,5 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional, de 19,1.

Foram 1.222 vítimas no Estado, contra 1.386 em 2024, queda de 11,8%. Em relação a 2012, quando a taxa era de 40,7 mortes por 100 mil habitantes, a redução acumulada foi de 59,5%.

O levantamento aponta ainda queda de 15,2% nos homicídios dolosos, de 28,6% nos roubos e de 33,3% nos roubos de veículos entre 2024 e 2025.

Penas para feminicidas

Ao tratar da violência contra a mulher, Gracinha afirmou que pretende defender no Senado o aumento das penas para feminicidas e a criação de punições patrimoniais contra agressores.

A proposta defendida pela candidata prevê que bens do autor do crime possam ser destinados à vítima ou, em casos de feminicídio, aos filhos e demais familiares da mulher assassinada. A medida também é defendida por Ronaldo Caiado em sua campanha presidencial.

“Quero retirar os bens desse criminoso e destiná-los à família da vítima. Se o crime não chegar ao feminicídio, esses bens devem ser repassados à mulher. Talvez, com a pena patrimonial, o agressor sinta de maneira ainda mais dura as consequências de seus atos”, disse.

Gracinha também citou programas desenvolvidos pelo governo estadual, como a Patrulha Maria da Penha, o aplicativo Mulher Segura, as Salas Lilás e o Goiás por Elas.

Anápolis

Na parte final da sabatina, a candidata afirmou que pretende adotar uma atuação municipalista caso seja eleita e citou encontro recente com o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), e com a primeira-dama Carla Corrêa.

“Quero ser a ponte entre Brasília e Anápolis para trazer recursos. Quem deve definir as prioridades são o prefeito e os vereadores, porque são eles que conhecem de perto as necessidades da população”, afirmou.

 

Redação Tribuna do Planalto

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