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Hantavírus: entenda doença suspeita de causar surto em cruzeiro

Vírus raro é transmitido por roedores e pode causar complicações graves nos pulmões e coração


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 04/05/2026 - 17:30

Hantavírus: entenda doença suspeita de causar surto em cruzeiro
(Imagem: AFP)

O hantavírus voltou ao centro das atenções após suspeita de um surto registrado em um navio de cruzeiro internacional que navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, três pessoas morreram e pelo menos outras três estão doentes – uma delas, em terapia intensiva.

A embarcação permanece isolada na costa de Cabo Verde. Há, ao todo, 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades – nenhuma delas brasileira. O desembarque de passageiros, o atendimento médico e a triagem exigem autorização de autoridades sanitárias locais.

A doença

A doença, considerada rara, pode provocar quadros graves e até levar à morte, o que tem mobilizado autoridades de saúde.

Transmitido principalmente por roedores silvestres, o vírus chega ao ser humano por meio do contato com urina, fezes ou saliva desses animais, geralmente por inalação de partículas contaminadas.

No Brasil, a infecção é conhecida como hantavirose, uma doença viral aguda que pode evoluir para a chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus, afetando diretamente pulmões e coração.

Sintomas podem começar como gripe

Os primeiros sinais costumam ser semelhantes aos de uma gripe comum, com febre, cansaço, dores musculares e calafrios. Com a evolução da doença, podem surgir sintomas mais graves, como dificuldade para respirar e comprometimento de órgãos vitais.

Em casos mais severos, o quadro pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, o que exige atendimento médico urgente.

Transmissão e riscos

A principal forma de infecção é a inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes com fezes ou urina de roedores. O contágio entre pessoas é considerado raro e, quando ocorre, está associado a variantes específicas do vírus.

Apesar da gravidade potencial, especialistas destacam que o risco de transmissão em larga escala é baixo.

Como prevenir

A prevenção está diretamente ligada ao controle de roedores e à higiene de ambientes. Entre as recomendações estão:

  • evitar contato com fezes e urina de roedores
  • manter locais fechados e limpos
  • utilizar proteção ao limpar áreas com possível contaminação
  • evitar varrer locais fechados, para não espalhar partículas no ar
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