O prefeito Sandro Mabel (UB) solicitou a devolução de quatro projetos enviados anteriormente à Câmara Municipal para adequações no texto e detalhamento dos investimentos a serem realizados com cerca de R$ 580 milhões disponíveis, do empréstimo de R$ 710 milhões, contraído pela gestão anterior.
As matérias enfrentaram resistência inicial entre vereadores que pressionam por espaço na administração e, também, foram identificados vícios formais nos projetos, como ausência de parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM).
O documento enviado pelo prefeito Sandro Mabel para retirada dos projetos menciona a necessidade de “reparos técnicos no texto normativo proposto”. Ao todo, quatro projetos foram retirados, incluindo o de data-base do funcionalismo e os que tratam da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) e Parceria Público-Privada (PPP).
A Prefeitura de Goiânia afirma que as mudanças visam fazer as adequações necessárias para garantir que os parlamentares não tenham dúvidas dos projetos, assim como a população. “O prefeito pediu pra retirar, devolver para a Seinfra para o detalhamento do projeto”, afirma a assessoria de Sandro Mabel.
Conforme interlocutores do Paço, a secretária de Governo, Sabrina Garcez, foi escalada para controlar os ânimos, um sinal de que o prefeito não pretende se envolver pessoalmente antes do retorno do legislativo.
Sem prazo
Nos bastidores, a expectativa é de que os projetos demorem para voltar à Casa em contexto de aumento da cobrança da base aliada. No Paço, a informação é de que a equipe não se pautará pela agenda da Câmara, mas pela necessidade de ajustes formais.
Havia o entendimento de que Sandro negociaria com os vereadores para a aprovação dos projetos. Houve, inclusive, discursos com acenos políticos durante a aprovação célere das matérias que beneficiam servidores da educação.
Em entrevista à Tribuna do Planalto na última semana, o vice-presidente da Câmara, vereador Anselmo Pereira (MDB) disse que as demandas dos vereadores entrariam na conversa prévia à votação. “A palavra não é nem negociar, eles (os pedidos dos vereadores) vão ter que ser apreciados”, apontou.
Como último ato do recesso, parlamentares enviaram recados ao prefeito com a sinalização de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para investigar o contrato da Limpa Gyn, além de endurecer críticas ao secretariado. O Paço, no entanto, demonstra compreender o jogo.















