O Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) publicou, neste sábado (2), uma nota de repúdio contra declarações feitas pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), sobre a atuação da Junta Médica Oficial do Município. As críticas do chefe do Executivo municipal foram feitas durante um evento no Paço Municipal, onde ele afirmou que “tem 10 mil funcionários que batem o ponto e vão embora” e citou o caso de um médico que teria permanecido afastado por sete anos, recebendo salário.
Para o Simego, as declarações são graves, ofensivas e injustas, pois generalizam uma categoria profissional e colocam sob suspeita médicos que atuam com ética e responsabilidade, mesmo diante de condições precárias de trabalho.
“Culpar esses profissionais por problemas administrativos e atrasos é injusto e revela uma tentativa clara de desviar a atenção da má gestão”, afirma a nota.
O sindicato também rebateu a alegação do prefeito de que a Junta Médica “não funcionava” e que havia “10 mil atestados parados”. Segundo a entidade, o acúmulo de demandas é reflexo direto da falta de estrutura, investimento e valorização por parte da própria Prefeitura de Goiânia.
Em vídeo publicado nas redes sociais do Simego, a presidente da entidade, Franscine Leão, exige retratação imediata por parte do prefeito. Ela também defende o diálogo respeitoso e a busca por soluções concretas, mas reitera que o sindicato não aceitará ataques levianos nem a criminalização da categoria médica.
“Transformar um problema estrutural em discurso político, às custas da honra dos profissionais da saúde, é inaceitável”, conclui o texto.














