O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD) afirmou que pretende lançar sua pré-candidatura ao Senado em até 40 dias. Ele disse que seguirá em um projeto majoritário, descartou disputar mandato de deputado federal ou estadual e afirmou que já começou a organizar agendas no interior.
Ao repórter e colunista da Tribuna Política, Domingos Ketelbey, Mendanha disse ter recebido a fala de Caiado “com muita tranquilidade” e afirmou que mantém boa relação com o ex-governador. Segundo ele, a divergência se restringe à leitura sobre seu campo ideológico.
A declaração foi feita após o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) dizer, em entrevista ao jornal O Popular, que espera “bom senso” do aliado no processo de definição eleitoral. “A única coisa que eu divergi do que ele falou é a questão do meu campo ideológico. Eu estou na direita, naturalmente. Isso é muito tranquilo de entendimento”, afirmou.
Mendanha disse ainda que seu projeto será majoritário e descartou disputar mandato de deputado federal ou estadual nas eleições deste ano. “Eu não vou a federal nem a estadual. Definido o projeto majoritário, candidato ao Senado”, declarou.
O ex-prefeito afirmou que já começou a organizar agendas no interior para sustentar a pré-candidatura. Segundo ele, as próximas semanas serão de conversas com prefeitos, deputados, operadores políticos e lideranças religiosas. “Já começando a marcar as visitas no interior. Falei já com alguns prefeitos, deputados, pastores, padres, enfim. Os próximos dias serão de muita movimentação”, disse.
Na entrevista, Caiado afirmou que Mendanha tem autonomia para definir o próprio caminho, mas avaliou que o ex-prefeito tem espaço político dentro da base governista. “Aqui é o grupo dele”, disse o ex-governador.
A possível entrada de Mendanha amplia a disputa interna no governismo por duas vagas ao Senado. A base já tem nomes colocados, como Gracinha Caiado (UB), Vanderlan Cardoso (PSD), Alexandre Baldy (PP) e Zacharias Calil (MDB).
Mendanha vinha tentando viabilizar espaço na chapa majoritária como candidato a vice-governador ao lado de Daniel Vilela (MDB). Sem avanço nessa composição, voltou a tratar publicamente da possibilidade de disputar o Senado.













