Mesmo com maior participação feminina no mercado de trabalho, as mulheres brasileiras continuam recebendo salários menores que os homens. Dados recentes apontam que a desigualdade salarial ainda segue como um dos principais desafios no país.
Segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mulheres ganham, em média, cerca de 20,9% a menos do que os homens no setor privado brasileiro. Isso significa que, para cada R$ 100 recebidos por um homem, uma mulher recebe pouco mais de R$ 79.
O cenário mostra que o aumento da presença feminina em empresas e diferentes profissões ainda não foi suficiente para eliminar a disparidade de renda.
Mulheres trabalham mais e recebem menos
Especialistas apontam que a diferença salarial está ligada a vários fatores, como menor presença feminina em cargos de liderança, dificuldade de crescimento profissional, interrupções na carreira por maternidade e concentração maior em áreas historicamente menos valorizadas financeiramente.
Além disso, muitas mulheres ainda acumulam dupla jornada, dividindo o tempo entre trabalho remunerado e cuidados com casa e família.
Situação é pior para mulheres negras
A desigualdade se torna ainda maior quando se observa o recorte racial. Mulheres negras recebem, em média, salários significativamente menores do que homens não negros e também abaixo de outros grupos no mercado formal.
O que mudou nos últimos anos?
Nos últimos anos, o Brasil avançou em leis de transparência salarial e políticas de equidade, exigindo que grandes empresas informem dados sobre remuneração entre homens e mulheres. Mesmo assim, os números mostram que a mudança ainda acontece de forma lenta.
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