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O que se sabe sobre as mortes possivelmente causadas por vírus em um cruzeiro no Atlântico

Surto suspeito de hantavírus deixou três mortos e levanta dúvidas sobre possível transmissão em alto-mar, segundo informações divulgadas pela CNN


Por Carlos Nathan Sampaio em 05/05/2026 - 17:10

O que se sabe sobre as mortes possivelmente causadas por vírus em um cruzeiro no Atlântico
(Foto: Reprodução criado pro Inteligência Artificial)

Um surto suspeito de vírus a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico resultou na morte de três pessoas e colocou autoridades de saúde em alerta. De acordo com informações divulgadas pela CNN, dois casos da doença já foram confirmados, enquanto outros cinco seguem sob investigação. O navio realizava uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde, na costa da África Ocidental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, apesar da gravidade dos casos, o risco para o público em geral permanece baixo. Ainda assim, especialistas tentam entender como a doença, considerada rara, pode ter se espalhado dentro da embarcação.

A suspeito é de que seja o hantavírus, transmitido principalmente por roedores, por meio de contato com urina, fezes ou partículas contaminadas no ar. Inicialmente, a infecção apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga e dores no corpo. Com a progressão, no entanto, pode causar complicações graves, incluindo falência de órgãos e dificuldade respiratória intensa.

Segundo a especialista da OMS, Maria Van Kerkhove, há indícios de que alguns dos casos tiveram contato próximo, o que levanta a hipótese, ainda que rara, de transmissão entre humanos. Esse tipo de transmissão está associado principalmente à cepa Andes, comum na América do Sul.

A doença pode se manifestar de duas formas graves: a síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas e com alta taxa de mortalidade, e a febre hemorrágica com síndrome renal, registrada principalmente na Europa e Ásia. Em ambos os casos, não há tratamento específico, sendo os cuidados voltados ao suporte clínico dos pacientes.

Especialistas consideram diferentes hipóteses para o surto, incluindo a presença de roedores a bordo ou a possibilidade de passageiros já estarem infectados antes do embarque. Investigações seguem em andamento, com análises detalhadas do ambiente do navio e sequenciamento do vírus para identificar a cepa responsável.

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