Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na apreensão de aproximadamente 500 quilos de cocaína no município de Campinaçu, no norte de Goiás, na quinta-feira (2/10). A ação envolveu a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar de Goiás (PMGO) e Polícia Penal, além de unidades especializadas como o 12º Comando Regional da Polícia Militar, 3º Batalhão da PM, Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Porangatu, Comando de Operações de Cerrado (COC/COD), Comando de Missões Especiais (GRAER e BOPE) e o Comando de Policiamento da Capital (GIRO).
Durante a abordagem, os agentes fiscalizaram um caminhão carregado com melancias. Ao realizar a vistoria, localizaram fardos de cocaína escondidos entre a carga. O motorista confessou que a droga havia sido embarcada em Conceição do Araguaia (PA) e tinha como destino a cidade de Duque de Caxias (RJ).
Como resultado da operação:
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Um homem foi preso em flagrante;
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Um caminhão foi apreendido;
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A carga de cocaína foi retirada de circulação;
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O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 25 milhões.
O preso, o veículo e a droga foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Goiânia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
Operações são parte de um contexto crescente
Em julho de 2025, uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar de Goiás (PMGO) resultou na apreensão de uma tonelada de cocaína, considerada a maior feita até então no estado. Na ocasião, o flagrante foi feito em Porangatu (GO), onde agentes interceptaram um caminhão carregado de arroz que ocultava fardos de entorpecentes. O prejuízo estimado ao crime alcançou a marca de R$ 60 milhões.
Também em 2025, outra operação flagrou mais de 500 kg de cloridrato de cocaína em Goiás, com prisões e danos estimados à criminalidade em torno de R$ 20 milhões. Esses números mostram que a apreensão em Campinaçu vem no bojo de uma escalada nas operações repressivas no estado.
Estratégia e modus operandi
Uma característica comum nas operações é o uso de carga legítima — como frutas, arroz ou outras mercadorias — como disfarce para o transporte da droga. No caso de Campinaçu, o entorpecente estava oculto entre melancias. Em Porangatu, a droga estava escondida entre sacos de arroz. Essa técnica exige buscas especializadas, inteligência integrada e deslocamento de equipes especializadas (COD, Giro, PM, PF).
Para viabilizar essas ações, as instituições compartilham dados de inteligência e coordenam operações em diferentes pontos de Goiás — especialmente nas rotas consideradas vulneráveis entre a região Norte e as divisas com outros estados.











