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Os pulos do criador da Micos

Por Redação - 02/11/2021

Eleito senador, a primeira oportunidade que apareceu Vanderlan a aproveitou: disputou a prefeitura de Goiânia, em 2020, pelo novo e atual partido, o PSD. Foto: Divulgação

 

 

 

Foi graças à empresa fabricante dos salgadinhos Micos que Vanderlan Cardoso se popularizou e se projetou na política de Senador Canedo, onde foi eleito prefeito por dois mandatos. O segundo ele interrompeu para, em 2010, disputar o governo do estado: sua ascensão ao cenário político estadual. Desde então, é pré-candidato a tudo e disputou todas as eleições. Concorreu, em sete candidaturas, aos cargos de governador, prefeito de Goiânia e senador, por três dos cinco partidos dos quais já se filiou, PL, PSB, MDB, PP e PSD. Venceu três.

Atualmente, Vanderlan é senador pelo PSD. Em 2018, saiu vitorioso do pleito em que derrotou os favoritos Marconi Perillo (PSDB) e Lúcia Vânia (sem partido), que lideraram as pesquisas de intenção de voto. Ele concorreu pelo Progressistas. 

Desde que ganhou o mandato de oito anos, ficou mais fácil ainda para trabalhar pré-candidaturas e candidaturas, com a tranquilidade de estar no mandato, um mandato que o elevou à seara nacional.

A primeira oportunidade que apareceu Vanderlan a aproveitou. Disputou a prefeitura de Goiânia, em 2020, pelo novo e atual partido, o PSD, e, se não disputar o governo novamente, vai, pelo menos, pesquisar muito. E, como lhe é característico, sondar toda e qualquer possibilidade, onde quer que ela esteja. Que liberdade! Que segurança!, pois tem mandato garantido para mais quatro anos. 

Passada a última campanha, após a derrota, foi aberta novamente para ele a temporada de caça às candidaturas. Vanderlan não ousou falar numa ao governo, após o recente apoio recebido do atual governador, Ronaldo Caiado (DEM), na capital. Pelo contrário, sem ainda definição de seu partido, antecipou apoio pessoal à reeleição de Caiado, em 2022. E publicamente, durante evento em comemoração ao aniversário de 32 anos de Senador Canedo, em junho deste ano. “Eu, senador Vanderlan, estou caminhando e apoiando vossa excelência”, disse ao governador.

Só que, desde então, Vanderlan circula com a desenvoltura de sempre, dialoga e deixa abertas as possibilidades com outros grupos. Um deles é o de Gustavo Mendanha (sem partido). Falando desta vez em nome do partido, o senador fez convite ao prefeito de Aparecida de Goiânia, que deixou o MDB para buscar outro partido para ser candidato ao governo, para se filiar ao PSD.

Como membro do PSD, ele defendeu que a direção da legenda não tenha pressa na definição de quem apoiará no ano que vem. O motivo, segundo declarou ao jornal O Popular, é aguardar um pouco mais até que o cenário político se reacomodar após a aliança do DEM com o MDB, selada no final de setembro, da qual Vanderlan não gostou. Se o apoio pessoal a Caiado está mantido, o do partido já não é tão um desejo seu.

Outro campo em que o senador joga é pelo time que trabalha para assegurar candidatura majoritária que dê apoio e palanque ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Goiás. Vanderlan está entre os parlamentares mais defensores do governo bolsonarista. 

O deputado federal Vitor Hugo (PSL) é o nome mais cotado, caso as alianças nacionais pela candidatura à reeleição do presidente não garantam apoio direto em Goiás. Vanderlan já defendeu também o nome de Vitor Hugo. Quem sabe, caso seja mesmo necessário e o deputado não queira se arriscar numa candidatura majoritária — e, se não eleito, ficar sem mandato — o posto pode sobrar para Vanderlan.

TRAJETÓRIA ZIGUE-ZAGUE 

A estreia do empresário na política foi em 2004, em eleição vitoriosa para a prefeitura de Senador Canedo, pelo PL. Foi reeleito, em 2008, pela mesma legenda. Em 2010, foi bancado pelo PP do então governador Alcides Rodrigues (Patriota) e, pelo mesmo PL, concorreu ao governo do estado como o candidato da terceira via, embora fosse o nome do grupo que estava no poder. 

Em 2014, Vanderlan novamente brigou pelo governo, no PSB. Em 2016, ainda na mesma legenda, se candidatou à prefeitura de Goiânia. Na sequência veio a disputa vitoriosa ao Senado. Era recém-filiado ao PP. Já com mandato, concorreu nas eleições municipais de 2020, novamente à prefeitura de Goiânia, também recém-filiado, mas ao PSD.

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