A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia firmou, de forma emergencial, um contrato de R$ 1,8 milhão com a empresa CELK Sistemas Ltda, a mesma responsável por um apagão nos sistemas de informação da rede pública em abril deste ano. A contratação direta vale por 90 dias e tem como objetivo garantir o funcionamento dos softwares utilizados para atendimento a pacientes, incluindo hospedagem, infraestrutura, backups e suporte técnico.
Em abril, a CELK suspendeu os serviços devido à falta de pagamento por parte da Prefeitura, o que deixou unidades básicas e hospitais sem acesso a prontuários, agendamentos e registros clínicos por dias. Na ocasião, o sistema só voltou a operar após intervenção do Ministério Público de Goiás e tratativas para reverter o desligamento.
Durante o apagão na rede de saúde, o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, havia chegado a um acordo com a empresa para evitar novo colapso. “Nós acionamos a empresa para que até a completa transferência do banco de dados nenhuma funcionalidade seja desabilitada”, declarou à época da retomada gradual dos sistemas.
Segundo o despacho de autorização assinado por Pellizzer, a CELK continuará prestando os mesmos serviços que constavam dos contratos anteriores. A Prefeitura justifica que a medida visa evitar a paralisação dos atendimentos enquanto trabalha em alternativas para substituir a empresa, embora ainda não tenha divulgado um plano concreto para isso.
A contratação foi aprovada com ressalva pelo Comitê de Controle de Gastos, que determinou o prazo máximo de três meses para vigência do contrato. O novo vínculo reacende o debate sobre a dependência da rede pública de um único fornecedor para uma estrutura digital crítica e sobre a transparência nos pagamentos pendentes herdados da gestão anterior.
Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/sistemas-da-saude-voltam-a-operar-apos-notificacao-da-prefeitura/













