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“PAD é sobre possível conflito de interesse”, diz Cleyton Menezes, que afirma ter sido absolvido na Justiça

Ex-secretário de Finanças de Rogério e ex-diretor na gestão Mabel sustenta que processo no Estado trata de participação societária e suposto conflito de interesse já fora do período de quarentena


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 02/09/2025 - 11:16

Cleyton menciona "erros no PAD" e diz que vai protocolar recurso (Foto: Divulgação)

O ex-secretário de Finanças de Rogério Cruz (SD), Cleyton da Silva Menezes refutou que o processo administrativo disciplinar (PAD) a que responde no Governo de Goiás tenha relação com sua passagem pela Prefeitura de Goiânia. Em resposta à reportagem, ele afirma que o caso remonta a 2021 e diz respeito a duas frentes: sua condição de sócio-administrador em empresas privadas e a participação de uma delas em licitação na Secretaria de Estado da Saúde.

Segundo ele, a acusação aponta conflito de interesse, mas alega que cumpriu “muito além” dos seis meses de quarentena previstos em lei antes de qualquer vínculo com a pasta: “Quando participei do processo licitatório, já tinha mais de cinco anos que eu tinha saído de lá”, disse.

Cleyton acrescenta que sua empresa, também incluída em processos de apuração, foi absolvida na esfera administrativa e na Justiça, e que ele próprio foi absolvido judicialmente. Afirma ainda que a penalidade administrativa divulgada desconsiderou documentos de trânsito em julgado que anexou em recurso.

“A comunicação que recebi fala que não tem trânsito em julgado, sendo que mandei a cópia do arquivamento”. Ele diz que apresentará recurso de revisão e acionará a Justiça para anular o ato, por “erros no PAD”.

Sobre a doação de R$ 90 mil à campanha do ex-prefeito Rogério Cruz (2024), Cleyton declara que se trata de ato legal e declarado e nega ligação entre a contribuição e o PAD. “Não tem nada a ver com o Rogério”.

Reposta

A Secretaria de Estado da Administração (Sead) informou à Tribuna do Planalto que, nos termos do art. 223 da Lei Estadual nº 20.756/2020, processos administrativos disciplinares têm caráter restrito e só podem ter informações divulgadas quando constarem de publicações oficiais no Diário Oficial do Estado.

Segundo a pasta, o recurso apresentado foi negado, mantendo-se a decisão anterior; o servidor Cleyton da Silva Menezes, Técnico em Gestão Pública da Sead, recebeu a penalidade de 122 dias de suspensão; e ficou determinada a inabilitação para promoções e novas investiduras em cargos públicos estaduais por 1.830 dias (cinco anos).

A Sead ressalta que o motivo do processo disciplinar não pode ser divulgado, em respeito ao sigilo legal; que não há risco de demissão porque a penalidade cabível já foi aplicada, e que não cabe mais recurso na esfera administrativa.

Contexto

Em 29 de agosto, foi publicada a suspensão de 122 dias de Cleyton no âmbito do Estado. Ele é técnico de Gestão Pública de carreira e ocupou cargos estratégicos na Prefeitura de Goiânia: integrou a equipe desde 2021 e, em outubro de 2024, tornou-se secretário de Finanças na gestão Rogério Cruz.

Em abril de 2025, já na gestão Sandro Mabel (UB), assumiu a Diretoria Comercial, de Parcerias e Concessões da Secretaria de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp), criada para aproximar o município da iniciativa privada e gerir concessões e equipamentos públicos. Em 25 de agosto, foi exonerado “a pedido”, conforme o Diário Oficial do Município.

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