Departamento de Defesa dos EUA elevou o nível de ameaça de contrainteligência associado a Israel da categoria “alta” para “crítica”, o grau máximo utilizado pelos órgãos de segurança americanos. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times e confirmada por relatórios da inteligência americana .
A avaliação foi elaborada pela Agência de Inteligência de Defesa (DIA) com participação de outros setores da comunidade militar e de segurança. O documento descreve uma série de episódios que teriam levado ao aumento do alerta .
Entre as suspeitas estão tentativas de monitorar autoridades envolvidas nas negociações entre Washington e Teerã. Agências israelenses teriam intensificado esforços para obter informações sobre as posições adotadas pelos negociadores do presidente Donald Trump nas conversas voltadas para um acordo de paz com o Irã .
O relatório também menciona suspeitas de monitoramento de comunicações de funcionários americanos destacados em Israel. Técnicos de defesa teriam identificado softwares instalados clandestinamente em aparelhos utilizados por integrantes da missão americana no país .
Departamento de Guerra
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos não comentou oficialmente o conteúdo dos relatórios. Um representante do governo, no entanto, considerou as alegações falsas. Autoridades israelenses não divulgaram resposta pública detalhada às acusações .
As denúncias surgem em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio. Elas evidenciam as divergências existentes entre Washington e Tel Aviv sobre os rumos da política para o Irã, apesar da estreita parceria militar entre os dois países .
O nível “crítico” é o mais alto na escala de ameaças de contrainteligência utilizada pelos órgãos de segurança americanos. A elevação do alerta indica que as autoridades consideram a situação grave e que medidas adicionais de proteção podem ser necessárias.
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