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PF faz operação contra grupo que oferecia vagas inexistentes em concurso da própria PF

Uma página falsa da instituição foi criada e investigados cobravam valores referentes a taxas de inscrição no certame


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 24/09/2025 - 11:34

Operação Certame Fake
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de notebooks utilizados pelos suspeitos. A página eletrônica já foi retirada do ar. (Imagem: Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Certame Fake, voltada a desarticular um esquema criminoso responsável pela criação de um site fraudulento que simulava a realização de concurso público da própria corporação.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de notebooks utilizados pelos suspeitos. A página eletrônica já foi retirada do ar.

Como funcionava a fraude

Segundo as investigações, os responsáveis criaram um ambiente virtual com uso indevido do nome e dos símbolos oficiais da Polícia Federal, oferecendo vagas inexistentes. Para dar aparência de legitimidade, o site reproduzia elementos visuais da instituição e cobrava supostas taxas de inscrição de candidatos interessados.

Com isso, os criminosos induziam vítimas ao erro, prometendo oportunidades que nunca existiram. O número de pessoas que chegaram a ser enganadas ainda está sendo apurado.

Crimes em investigação

As diligências apontam, em tese, para a prática de estelionato eletrônico e uso indevido de símbolos da União, além de outros crimes que possam ser identificados ao longo das investigações.

A Polícia Federal reforça que todos os concursos oficiais da instituição são divulgados exclusivamente em seus canais oficiais e alerta a população para desconfiar de páginas suspeitas, especialmente quando envolvem cobranças fora dos padrões estabelecidos em editais públicos.

Alerta para concurseiros

Para evitar cair em golpes, os candidatos devem seguir algumas orientações:

  • Verifique sempre a fonte: editais legítimos são publicados em sites oficiais do governo (.gov.br) e no Diário Oficial.

  • Desconfie de cobranças estranhas: taxas de inscrição têm valores definidos em edital e devem ser pagas em guias oficiais, nunca em transferências diretas ou contas de pessoas físicas.

  • Cheque o endereço eletrônico: sites falsos podem usar domínios parecidos com os oficiais. Confira se o endereço termina em “.gov.br”.

  • Procure informações cruzadas: confirme a existência do concurso em portais de órgãos reconhecidos, como o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

  • Cuidado com promessas exageradas: vagas ilimitadas, inscrições imediatas ou facilidades fora do padrão são indícios de fraude.

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