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PF faz operação contra imigração ilegal nos Estados Unidos

O grupo coordenou o ingresso ilegal em território norte-americano de pelo menos 448 brasileiros e movimentaram mais de R$ 59 milhões


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 06/06/2024 - 15:10

Os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e associação criminosas, cujas penas somadas podem ultrapassar 18 anos de reclusão

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (06), a Operação Dark Route, com o objetivo de combater e desarticular esquema criminoso dedicado ao contrabando de migrantes, através dos, vulgarmente denominados, coiotes. Policiais Federais estão cumprindo 12 mandados judiciais, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, sendo 09 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, em endereços ligados aos investigados, nas cidades de Goiânia e Anápolis. Um dos investigados teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol.

Segundo as investigações, o grupo coordenou o ingresso ilegal em território norte-americano, via fronteira EUA-México, de pelo menos 448 brasileiros, detidos por autoridades migratórias norte-americanas e deportados ao Brasil.

De 2018 a 2023, os investigados movimentaram R$ 59.507.072,70 com pagamentos dos migrantes pela atuação do grupo criminoso.

Além da atuação em Goiás, a organização criminosa contava com membros em outros estados, inclusive, em território americano, responsáveis por receber aqueles que conseguiam cruzar as fronteiras de forma ilegal.

Mesmo com o pagamento dos valores cobrados, muitos desses migrantes não conseguiram cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos, sendo detidos e deportados para o Brasil.

A Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI), da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, compartilhou informações com a Polícia Federal do
Brasil ao longo da Operação Dark Route, como parte da cooperação policial de longa data entre autoridades norte-americanas e brasileiras.

Os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e associação criminosas, cujas penas somadas podem ultrapassar 18 anos de reclusão.