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Polícia mira esquema de notas falsas ligado a supermercados de Jataí

Rede de supermercados de Jataí teria usado cerca de dez empresas de fachada para conseguir créditos indevidos de ICMS


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 15/09/2026 - 15:41

(Foto: Polícia Civil)

Uma movimentação de aproximadamente R$ 154 milhões em notas fiscais emitidas por empresas suspeitas está no centro de uma investigação da Polícia Civil de Goiás. A Operação Crédito Fantasma apura um possível esquema de sonegação de impostos que teria provocado prejuízo superior a R$ 23 milhões aos cofres públicos. Segundo a polícia, uma rede de supermercados sediada em Jataí teria utilizado cerca de dez empresas de fachada para simular compras e vendas. Essas pessoas jurídicas são conhecidas como “noteiras” porque, embora apareçam formalmente como responsáveis pelas operações, são suspeitas de serem usadas para a emissão de documentos fiscais sem uma transação comercial verdadeira.

A suspeita é de que as notas tenham sido utilizadas para gerar créditos indevidos de ICMS. Na prática, as operações registradas nos documentos teriam permitido que a rede investigada reduzisse irregularmente o valor do imposto que deveria ser pago ao Estado.

Para buscar provas sobre o funcionamento do suposto esquema, a Polícia Civil cumpre 18 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Jataí. As diligências são realizadas em residências, empresas e escritórios de contabilidade relacionados à investigação.

Durante as buscas, os agentes procuram computadores, celulares, documentos contábeis e outros materiais que possam ajudar a identificar as operações realizadas e os possíveis participantes.

Força-tarefa reúne 90 policiais

A Operação Crédito Fantasma é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária, com a participação de policiais civis de Rio Verde e o apoio da Secretaria de Estado da Economia de Goiás.

Ao todo, 90 policiais civis foram mobilizados para cumprir as determinações judiciais. Auditores fiscais também participam da ação e serão responsáveis por analisar o material apreendido e aprofundar o cálculo dos valores que teriam sido sonegados.

Até o momento, a estimativa é de que o prejuízo ao Estado ultrapasse R$ 23 milhões. Esse número, no entanto, poderá ser atualizado depois da auditoria e da análise dos documentos recolhidos.

Os nomes da rede de supermercados, das empresas suspeitas e das pessoas investigadas não foram divulgados no material apresentado pela Polícia Civil.

Os envolvidos poderão responder por crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e associação criminosa. A responsabilização dependerá do avanço das investigações e da apuração da participação de cada suspeito no esquema.

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Redação Tribuna do Planalto

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