A Prefeitura de Anápolis deu início à tramitação do planejamento financeiro para 2027 com o envio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à Câmara Municipal de Anápolis nesta quarta-feira (22). A proposta, assinada pelo prefeito Márcio Corrêa (PL), estima um orçamento total de R$ 2,69 bilhões, valor que representa um crescimento aproximado de 4% em relação ao atual exercício.
O documento estabelece as bases de como os recursos públicos deverão ser distribuídos, mantendo a maior parte do orçamento voltada à manutenção da máquina pública. Isso inclui despesas com pagamento de servidores, contratos administrativos e funcionamento de serviços essenciais à população.
Um dos pontos de destaque da proposta é a autorização para que o Executivo possa remanejar até 20% do orçamento sem necessidade de nova aprovação legislativa. A medida amplia a flexibilidade da gestão municipal na condução dos recursos ao longo do ano. Além disso, o texto prevê a possibilidade de novas operações de crédito, permitindo a contratação de empréstimos para financiar obras e projetos estruturais.
A estratégia financeira da Prefeitura também envolve a tentativa de recuperar a capacidade de pagamento, com expectativa de retorno à classificação Capag B, além da busca por recursos externos, como convênios e emendas parlamentares.
Do lado das receitas, o município depende principalmente de transferências da União e do Estado, além da arrecadação própria, com destaque para impostos como IPTU e ISS. Já na aplicação dos recursos, áreas como educação e saúde seguem protegidas por mínimos constitucionais, recebendo 25% e 15% da receita, respectivamente, enquanto a assistência social terá 3%.
Apesar do crescimento previsto, o orçamento ainda enfrenta limitações impostas por despesas obrigatórias, como folha de pagamento, encargos e dívidas judiciais. Mesmo assim, o projeto abre espaço para investimentos em infraestrutura, programas sociais, habitação popular e eventual realização de concursos públicos, condicionados à disponibilidade financeira.
Agora, a proposta segue para análise nas comissões da Câmara, começando pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ser votada em plenário.













