A relação já desgastada entre a Prefeitura de Anápolis e a Saneago não parece ter data para acabar. Desta vez, o foco da administração do prefeito Márcio Corrêa está em uma operação realizada durante gestões anteriores que antecipou recursos previstos no contrato de concessão firmado com a companhia de saneamento em 2020. A atual gestão suspeita que o município possa ter recebido menos do que deveria ao abrir mão de receitas que seriam pagas ao longo dos anos seguintes.
Segundo a Prefeitura, equipes técnicas analisam os detalhes da negociação para verificar se os valores repassados na época foram compatíveis com a arrecadação futura prevista no contrato. Os primeiros levantamentos indicam possíveis distorções nos cálculos utilizados para definir o montante antecipado, o que levou o município a solicitar a memória de cálculo da operação.
O prefeito Márcio Corrêa afirma que a análise busca esclarecer se houve prejuízo aos cofres públicos e comparar as condições oferecidas a Anápolis com as praticadas em outros municípios. De acordo com ele, enquanto Anápolis recebeu cerca de R$ 11 milhões na antecipação dos royalties, cidades de porte semelhante teriam obtido aproximadamente R$ 30 milhões em acordos semelhantes.
“Pedimos a memória de cálculo porque essa antecipação foi feita de forma irresponsável”, afirmou o prefeito ao comentar a operação.
A administração municipal também questiona a proporcionalidade dos valores envolvidos. Segundo Márcio, a arrecadação mensal da empresa no município se aproxima do montante que foi antecipado para um período de até 30 anos de concessão, situação que motivou a abertura dos estudos que poderão embasar um pedido formal de revisão contratual.
A Prefeitura deve concluir nos próximos dias os levantamentos financeiros que servirão de base para a análise do contrato. O objetivo, segundo o município, é verificar se houve desequilíbrio econômico na negociação e buscar mecanismos para resguardar os interesses financeiros da cidade.
Esse lead entra direto no fato, contextualiza o histórico de atritos entre prefeitura e Saneago e evita expressões vagas como “nova polêmica” ou “promete movimentar”. É mais próximo do tom de reportagem política/econômica.














