A odontóloga e primeira-dama de Anápolis, Carla Corrêa, deve entrar na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo prefeito Márcio Corrêa (PL), indicando que o grupo político local já se movimenta com foco no próximo pleito.
Nos bastidores, além da pré-candidatura a deputada federal, também circula a possibilidade de Carla integrar uma chapa ao Senado como suplente do deputado Gustavo Gayer (PL). Até o momento, no entanto, essa alternativa não foi oficializada, permanecendo no campo das articulações políticas.
A movimentação ganhou força após a saída de Carla Corrêa da Secretaria Municipal de Assistência Social, cargo que ocupava na gestão do marido. O desligamento é interpretado como um passo estratégico para viabilizar sua participação no processo eleitoral, já que a legislação impõe restrições a ocupantes de cargos públicos que desejam concorrer.
O cenário político em torno da possível candidatura também se insere em um contexto mais amplo de rearranjos envolvendo o prefeito Márcio Corrêa. Reportagem do jornal Tribuna do Planalto deste último domingo (5) aponta que o gestor tem adotado uma postura considerada ambígua dentro do próprio partido, o PL, ao sinalizar aproximação com o grupo político liderado pelo governador Daniel Vilela (MDB), aliado do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Entre os episódios que reforçam essa percepção está a ausência de Márcio em um evento estratégico do PL em Anápolis, ao mesmo tempo em que avançam interlocuções com a base governista estadual. A troca na liderança do governo na Câmara Municipal, com a nomeação de um vereador do MDB, também foi vista como sinal desse reposicionamento.
Apesar de evitar declarações diretas, o prefeito tem afirmado que se posicionará “no momento adequado”. Nos bastidores, contudo, a leitura é de que a estratégia busca ampliar seu espaço político, ainda que isso gere desgaste dentro da própria sigla.
Nesse contexto, a eventual candidatura de Carla Corrêa surge não apenas como um projeto eleitoral individual, mas também como peça dentro de um tabuleiro político mais amplo, que envolve alianças, disputas partidárias e a reorganização de forças visando as eleições de 2026.














