A Polícia Militar de Goiás prendeu, na segunda-feira (28), o professor universitário de Psicologia suspeito de matar o cantor Bruno Duarte, de 30 anos, no último sábado (26), no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste de Goiânia. O crime, segundo as investigações, teve motivação passional e foi praticado com crueldade, em um dos locais mais movimentados da capital.
Bruno era estudante de música do IFG e bastante conhecido no meio artístico goianiense. Segundo a polícia, o suspeito deu uma facada no peito da vítima durante uma discussão. Bruno não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local.
Investigação e identificação do suspeito
O homem, de 32 anos, foi identificado por meio de vídeos gravados por testemunhas e relatos que ajudaram a traçar seu perfil físico. Imagens de câmeras de segurança e mensagens que Bruno trocava com amigos revelaram que ele vinha sofrendo ameaças.
De acordo com as conversas analisadas, Bruno mantinha um relacionamento com a ex-companheira do agressor, o que levantou a principal linha de investigação: motivação por ciúmes e vingança pessoal.
Fuga com apoio da família
Após o crime, o suspeito fugiu em um Volkswagen Gol preto, veículo que foi rastreado até Águas Lindas de Goiás. A partir desse dado, os policiais passaram a monitorar endereços ligados à família do investigado.
Ele chegou a se esconder em Goiânia e Caldas Novas, sempre com o apoio direto da própria família, que teria o ajudado a despistar a polícia. A fuga terminou em Catalão, onde foi interceptado por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), dentro de uma caminhonete dirigida pelo pai.
Ao ser abordado, o suspeito confessou o crime e alegou que pretendia se apresentar à Polícia Civil de Itumbiara.
Delegado apresenta o caso à imprensa
Na manhã desta terça-feira (29), o delegado Vinicius Teles, responsável pela investigação, atendeu à imprensa na sede da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), no Complexo das Especializadas.
Segundo ele, o inquérito agora segue com novas oitivas e análise de provas complementares. A Polícia Civil investiga também o envolvimento dos familiares na fuga, o que pode resultar em responsabilização por favorecimento pessoal.














