O regulador de comunicações do Reino Unido, a Ofcom, abriu uma investigação contra o Telegram por suspeitas de que material de abuso sexual infantil estaria sendo compartilhado na plataforma. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) e amplia a pressão internacional sobre empresas de tecnologia para reforçarem a proteção de crianças no ambiente digital.
Segundo a Ofcom, a apuração começou após o recebimento de evidências enviadas pelo Centro Canadense de Proteção à Criança, além de uma avaliação própria realizada pelo órgão britânico. O foco agora é verificar se o Telegram falhou — ou continua falhando — em cumprir obrigações legais relacionadas ao combate de conteúdo ilegal.
A investigação ocorre dentro da Lei de Segurança Online de 2023, criada pelo Reino Unido para exigir que plataformas digitais adotem medidas mais rígidas contra conteúdos nocivos, especialmente os que colocam menores em risco.
O que diz o Telegram
Em nota, o Telegram negou categoricamente as acusações. A empresa afirmou que, desde 2018, praticamente eliminou a disseminação pública desse tipo de material por meio de sistemas automatizados de detecção. Também declarou preocupação de que a investigação faça parte de um ataque mais amplo a plataformas que defendem liberdade de expressão e privacidade.
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