O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) determinou a anulação de um contrato emergencial da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e o afastamento cautelar do secretário Wilson Modesto Pollara. A decisão, proferida na noite de sexta-feira (28), atende a uma representação do Ministério Público de Contas (MPC), que apontou ilegalidades na contratação para gestão de tecnologia e locação de ambulâncias para o SAMU.
O MPC alega que a secretaria tentou burlar o controle externo do TCM-GO, reiniciando o processo de contratação logo após uma medida cautelar que o suspendeu. O órgão ministerial argumenta ainda que a permanência de Pollara no cargo poderia prejudicar as investigações e causar danos ao erário, pois ele teria tentado implementar uma contratação potencialmente desvantajosa.
Em nota, a Prefeitura de Goiânia informou que já havia suspendido o edital de proposta de preço e que buscará junto ao TCM-GO uma solução para os problemas do SAMU. A administração municipal afirmou ainda que tomará as medidas cabíveis para tentar reverter o afastamento do secretário.