As convenções entram na reta final em Goiás sem um problema único. Há chapas quase fechadas, alianças com candidatos demais para os espaços disponíveis e grupos que ainda procuram nomes para completar a fotografia.
Na esquerda, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno foi empurrado para a candidatura ao governo depois que a deputada federal e presidente do PT em Goiás, Adriana Accorsi, e a vereadora e presidente do PSB em Goiás, Aava Santiago, mantiveram os projetos para a Câmara. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscaram outra alternativa, mas Luis Cesar ficou com a missão.
A vice deve ser indicada pelo PDT, com o advogado e ex-procurador-geral da Câmara de Goiânia Carlos Mundim como nome mais cotado. No Senado, a tendência é que a presidente do PSOL em Goiás, Cíntia Dias, e a ex-deputada estadual Isaura Lemos, do PSB, ocupem as duas vagas. O ex-deputado federal Aldo Arantes, do PCdoB, e o nome apresentado pelo PV devem ficar fora da majoritária. A frente fecha a chapa, mas abre uma conta com os partidos preteridos.
No campo tucano, ocorre o contrário. O ex-governador e ex-presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, tem a candidatura ao governo, mas ainda não montou o restante da chapa. O ex-procurador-geral da Alego e presidente do Cidadania em Goiás, Iure Castro, apresenta-se ao Senado, sem garantia de confirmação.
Marconi acompanha as convenções adversárias à espera de dissidentes ou nomes sem espaço em outras alianças. A dificuldade é que o governador Daniel Vilela caminha para reunir quase 12 partidos, reduzindo o estoque de possíveis aliados.
O senador Wilder Morais chega mais adiantado. O PL definiu a advogada Ana Paula Rezende para a vice e acomodou o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador por Goiânia Oséias Varão nas vagas ao Senado. Depois de meses de atrito, Wilder e Gayer fumaram o cachimbo da paz. A chapa está pronta.
Daniel também tem estrutura avançada, mas ainda não resolveu as posições mais sensíveis. Nos bastidores, a tese é que o ex-governador Ronaldo Caiado defende o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima para a vice, enquanto Daniel resiste à indicação.
No Senado, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e presidente da Federação PRD-Solidariedade em Goiás, Gustavo Mendanha, e o deputado federal Zacharias Calil seguem na disputa. Recuos já não são discutidos, embora as pressões existam. Calil recorreu ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para manter a candidatura e, até aqui, conseguiu.
Não há nenhum sinal de racha entre Daniel e Caiado, apesar das narrativas que a oposição tenta colocar. Há, sim, tensão real, concentrada na definição da vice e no espaço de cada grupo. As convenções vão oficializar candidatos e, claro, também mostrarão quem venceu as disputas internas e quem ficou com a conta.












