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Anvisa proíbe venda de “Ozempic Natural”, suspende suplementos e alerta para medicamento falsificado

Agência determinou apreensão de produtos irregulares e identificou lote falsificado do Nebido; medida também atinge produtos à base de cannabis sem autorização


Arthur Oliveira Por Arthur Oliveira em 06/08/2026 - 09:29

Ozempic Natural

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (6), uma série de medidas que determinam a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de medicamentos e suplementos irregulares em todo o país. As resoluções também incluem um alerta sobre um lote falsificado do medicamento Nebido, utilizado na terapia de reposição hormonal masculina.

Entre as determinações está a apreensão de unidades do Nebido identificadas com o lote KT0S5T4. De acordo com a Anvisa, a fabricante Grünenthal do Brasil informou que o lote não foi produzido nem distribuído para o mercado brasileiro ou para qualquer outro país onde o medicamento é comercializado. A empresa também identificou divergências na impressão da embalagem, indicando tratar-se de um produto falsificado.

Outro alvo das medidas é o chamado “Ozempic Natural”. A agência proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de todos os lotes do produto. Segundo a Anvisa, ele era vendido sem registro, notificação ou cadastro no órgão e era fabricado por uma empresa sem autorização para produzir medicamentos. A proibição também se estende a todos os medicamentos fabricados pela empresa responsável.

A Anvisa também determinou a apreensão e a suspensão da comercialização dos produtos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold. Conforme a agência, os suplementos eram anunciados e vendidos de forma irregular por uma empresa que não possui autorização para armazenar ou distribuir medicamentos. A medida ainda alcança todos os produtos comercializados no site e no perfil em rede social vinculados à empresa investigada.

Outra resolução publicada nesta quinta-feira proíbe o armazenamento, a fabricação, a comercialização, a distribuição e a importação de todos os produtos à base de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne). A Anvisa informou que a entidade não possui autorização de funcionamento válida, opera em endereço não localizado e há indícios de comercialização de produtos de cannabis sem registro sanitário no Brasil.

A agência orienta que consumidores não utilizem os produtos interditados e reforça que medicamentos e suplementos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados e com produtos devidamente registrados junto à Anvisa. Caso algum dos itens proibidos seja encontrado à venda, a recomendação é comunicar o fato aos órgãos de vigilância sanitária.

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Arthur Oliveira

Estagiário sob supervisão de Andréia Bahia

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