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Bananada 2026 é lançado oficialmente em Goiânia com aposta na cena independente e planos de internacionalização

Festival começa nesta terça-feira (18) e reúne mais de 100 atrações até domingo (23), em diferentes espaços da capital


Dhayane Marques Por Dhayane Marques em 17/08/2026 - 21:56

Foto: Dhayane Marques

O Festival Bananada 2026 foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (17), durante uma coletiva de imprensa realizada no Coletivo Centopeia, em Goiânia. Na véspera do início da programação, os organizadores apresentaram detalhes da nova edição, que marca o retorno presencial do festival à capital após um período de pausa e aposta na conexão entre diferentes gerações da música brasileira.

Durante o encontro, o fundador do Bananada, Fabrício Nobre, destacou a entrada de novos sócios e afirmou que a parceria cria condições para garantir a continuidade do projeto. Segundo ele, a expectativa é assegurar mais nove edições do festival e ampliar gradualmente a presença do Bananada fora do Brasil. A internacionalização está entre os principais objetivos para os próximos anos.

“A gente está no circuito o tempo inteiro, recebe os artistas o tempo inteiro. O que faz o Bananada, de verdade, é o que está da quinta linha para baixo. É essa galera que a gente quer colocar no lugar certo, dar palco e criar conexão”, afirmou Fabrício durante a coletiva.

Para o fundador, a proposta também passa pela formação e renovação da cena musical. Ele destacou que o festival não se resume aos artistas já consolidados no line-up, mas funciona como espaço para aproximar músicos, produtores e público. “A gente precisa desse momento para colocar essas bandas em contato. Porque, sem palco, a banda não tem público. Então é isso que a gente está fazendo”, explicou.

Daiane Dias, uma das principais idealizadoras, produtora executiva e organizadoras do festival, também destacou o desafio de acompanhar e dar espaço às cenas que surgem fora dos grandes centros. Para ela, o Bananada precisa manter um olhar atento para artistas do interior de Goiás e de outras regiões do país. “A melhor cena acontece no interior, a cena mais bonita está no interior. A gente consegue perceber algumas coisas, mas não é tudo que chega até nós. Talvez a galera do interior tenha que vir provocar, mostrar um pouco”, afirmou.

A edição de 2026 reúne nomes como Gaby Amarantos, BaianaSystem, Boogarins, Tulipa Ruiz, Arnaldo Antunes, Móveis Coloniais de Acaju, RANCORE, Tuyo e Don L. A programação começa nesta terça-feira (18), no Centro Cultural Martim Cererê, e segue até domingo (23), com a concentração dos principais shows no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

De volta ao palco

Entre as artistas que participaram da coletiva estava a cantora e compositora goiana Bruna Mendes, que retorna ao Bananada depois de sete anos de hiato do evento. A relação dela com o festival, no entanto, começou muito antes da pausa. Bruna conta que sua trajetória artística foi construída em diálogo com o evento e com a cena independente de Goiânia.

“Eu toco no festival há 12 anos. Tenho uma relação muito forte de construção artística com o Bananada. Minha primeira banda fez o primeiro show em um festival como esse, então comecei tendo o Bananada e outros festivais daqui como referência”, contou à Tribuna do Planalto.

A cantora chega à edição de 2026 com três discos lançados e uma trajetória diferente daquela apresentada em sua última participação, em 2019. Para ela, o retorno representa também uma oportunidade de apresentar ao público uma artista mais madura.

“Hoje o show é mais um espetáculo, as coisas estão mais amarradas. Acho que a maturidade está nesse profissionalismo, nessa lida com a música. Esses últimos anos eu tive que me dedicar praticamente exclusivamente a isso”, afirmou.

Bruna também vê o retorno do Bananada como importante para a própria cadeia da música em Goiás. Segundo ela, a existência de grandes festivais contribui para a formação de público e para a manutenção de uma cena independente ativa.

“Quando a gente perde um festival, perde uma cena e parte de uma construção que estava se estabelecendo. Minha expectativa está nesse lugar de ver como as coisas vão se reestruturar na cidade e como vamos voltar a ter grandes referências e grandes festivais acontecendo com força”, disse.

Novos parceiros e próximos passos

Além da nova composição societária, o Bananada 2026 também conta com a parceria de Daniela Cantagalli Pfisterer e Rodrigo Matta, proprietários da Bossa FM. A aproximação reforça a proposta de ampliar o apoio à cena musical independente e contribuir para a expansão do festival.

Realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras, o Bananada também mantém ações de formação e atividades voltadas ao desenvolvimento do setor cultural.

A programação passa pelo Centro Cultural Martim Cererê entre os dias 18 e 19 de agosto e pelo Centro Cultural Oscar Niemeyer de 20 a 23 de agosto. O festival ainda conta com um circuito paralelo em espaços culturais e bares de Goiânia.

Mais do que marcar a volta do evento aos espaços físicos, a edição de 2026 representa uma nova fase para o Bananada, com a proposta de fortalecer a cena independente, aproximar artistas de diferentes gerações e ampliar a presença do festival no cenário nacional e, nos próximos anos, internacional.

Serviço
Festival Bananada 2026
Data: de 18 a 23 de agosto
Local: Centro Cultural Martim Cererê, Centro Cultural Oscar Niemeyer e circuito paralelo em Goiânia
Ingressos: disponíveis pela plataforma Shotgun
Entre as atrações: Gaby Amarantos, BaianaSystem, Boogarins, Tulipa Ruiz, Arnaldo Antunes, Móveis Coloniais de Acaju, RANCORE, Tuyo e Don L.

Dhayane Marques

Dhayane Marques é jornalista formada pela PUC-GO. Atualmente é Diretora de Programas da TV Pai Eterno e repórter no jornal Tribuna do Planalto e Tribuna de Anápolis, nas editorias de cidades, educação, economia, agro, diversão e arte.

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