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TSE e Google lançam campanha contra deepfakes de candidatos; veja como vai funcionar

Ferramenta do YouTube procura vídeos produzidos com inteligência artificial, mas remoção não é automática e depende de análise


Agência Brasil Por Agência Brasil em 27/08/2026 - 08:53

TSE e Google lançam campanha contra deepfakes de candidatos veja como vai funcionar
(Imagem: Ilustração gerada por IA)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google lançaram uma campanha para incentivar candidatos a utilizarem uma ferramenta do YouTube capaz de identificar vídeos produzidos ou modificados por inteligência artificial que reproduzam a aparência de uma pessoa. Chamada de Detecção por Semelhanças, ou Likeness ID, a tecnologia pretende auxiliar no rastreamento de deepfakes e outros conteúdos sintéticos que utilizem indevidamente a imagem de candidatos durante o período eleitoral. A ferramenta está disponível para pessoas maiores de 18 anos.

Para acessar o recurso, o candidato precisa ter uma conta no YouTube e entrar no YouTube Studio. Também é possível criar um cadastro exclusivamente para essa finalidade. O processo de verificação exige o envio de um documento oficial, além da realização de uma selfie em foto e vídeo.

Com essas informações, a plataforma cria um registro da aparência do usuário. O processamento pode levar até dois dias. Depois disso, o sistema passa a procurar, entre os vídeos publicados no YouTube, possíveis conteúdos que reproduzam a imagem da pessoa cadastrada.

Quando uma ocorrência é identificada, o candidato recebe uma notificação e pode avaliar o material. Caso considere que sua identidade foi utilizada indevidamente, poderá solicitar a retirada do vídeo. A remoção, entretanto, não ocorre de maneira automática: a denúncia será analisada de acordo com as políticas de privacidade do YouTube.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a parceria busca reduzir os riscos provocados pelo uso inadequado da inteligência artificial generativa nas eleições. Segundo ele, a ferramenta amplia a capacidade de localização de conteúdos potencialmente prejudiciais, mas não substitui a análise humana nem os mecanismos de fiscalização existentes.

O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, destacou que as denúncias serão avaliadas individualmente. Ele também afirmou que a proteção é especialmente importante para as mulheres, apontadas como vítimas frequentes de ataques e manipulações de imagem durante campanhas eleitorais.

Apesar de ampliar o monitoramento, a ferramenta está limitada ao conteúdo publicado no YouTube. Vídeos falsos distribuídos por outras redes sociais, aplicativos de mensagens ou páginas na internet dependerão das formas de fiscalização oferecidas por cada plataforma. As informações foram divulgadas oficialmente pelo TSE.

Agência Brasil

A Agência Brasil é uma agência de notícias brasileira fundada em 10 de maio de 1990 pelo Governo Collor e atualmente é pertencente à Empresa Brasil de Comunicação que administra o conglomerado de mídia do Governo Federal Brasileiro.

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