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Conselho de Saúde reage à proposta de consórcio para o SAMU e Prefeitura nega mudança

Resolução aprovada na última semana cita riscos ao serviço e recomenda ao prefeito descartar estudos para administração de consórcio ou terceirização


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 07/08/2025 - 12:19

Conselho de Saúde rejeita terceirização do SAMU e gestão nega intenção de mudança
Resolução rejeita qualquer “forma de gestão indireta, terceirização ou privazação” no serviço (Foto: Divulgação)

O Conselho Municipal de Saúde de Goiânia (CMS) aprovou, em reunião ordinária no dia 30 de julho de 2025, uma resolução que se posiciona contra a transferência da gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para consórcios públicos ou qualquer forma de terceirização. O documento ocorre após articulação do Governo de Goiás para regionalizar a gestão do serviço por meio do modelo consorciado.

Na Resolução nº 213/2025, o conselho argumenta que a mudança no modelo de gestão pode comprometer o caráter público do serviço. O documento elenca riscos como a precarização dos vínculos de trabalho, a fragmentação da rede de cuidado e o enfraquecimento do controle social.

“A introdução de lógicas de mercado e financeiras […] pode se sobrepor à necessidade de saúde da população, comprometendo o princípio da universalidade e equidade.”, destaca o Conselho.

A recomendação é para que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e a Secretaria Municipal de Saúde rejeitem qualquer proposta nesse sentido e invistam no fortalecimento do SAMU por meio da gestão direta. O conselho também defende a realização de concursos públicos e a valorização dos servidores.

O posicionamento foi homologado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, no dia 4 de agosto e publicada na edição desta quarta-feira (6) do Diário Oficial do Município.

Terceirização

A discussão em torno da terceirização do serviço ocorre desde a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD), quando Wilson Pollara era titular da pasta. Na ocasião, houve reação da categoria e o projeto não prosperou.

O assunto ganhou novo contorno com publicação de credenciamento pela gestão de Sandro Mabel (UB) com vistas a selecionar entidades para gerir equipamentos de saúde, além do anúncio de substituição da administradora das maternidades públicas da capital.

Sob a administração de Mabel, a SMS nega que haja estudos em curso pela atual administração para mudança na gestão do serviço e aponta aumento de 26% na produtividade, além da recomposição da frota própria com 14 novas ambulâncias, que serão enviadas pelo Ministério da Saúde.

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