O Conselho Municipal de Saúde de Goiânia (CMS) aprovou, em reunião ordinária no dia 30 de julho de 2025, uma resolução que se posiciona contra a transferência da gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para consórcios públicos ou qualquer forma de terceirização. O documento ocorre após articulação do Governo de Goiás para regionalizar a gestão do serviço por meio do modelo consorciado.
Na Resolução nº 213/2025, o conselho argumenta que a mudança no modelo de gestão pode comprometer o caráter público do serviço. O documento elenca riscos como a precarização dos vínculos de trabalho, a fragmentação da rede de cuidado e o enfraquecimento do controle social.
“A introdução de lógicas de mercado e financeiras […] pode se sobrepor à necessidade de saúde da população, comprometendo o princípio da universalidade e equidade.”, destaca o Conselho.
A recomendação é para que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e a Secretaria Municipal de Saúde rejeitem qualquer proposta nesse sentido e invistam no fortalecimento do SAMU por meio da gestão direta. O conselho também defende a realização de concursos públicos e a valorização dos servidores.
O posicionamento foi homologado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, no dia 4 de agosto e publicada na edição desta quarta-feira (6) do Diário Oficial do Município.
Terceirização
A discussão em torno da terceirização do serviço ocorre desde a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD), quando Wilson Pollara era titular da pasta. Na ocasião, houve reação da categoria e o projeto não prosperou.
O assunto ganhou novo contorno com publicação de credenciamento pela gestão de Sandro Mabel (UB) com vistas a selecionar entidades para gerir equipamentos de saúde, além do anúncio de substituição da administradora das maternidades públicas da capital.
Sob a administração de Mabel, a SMS nega que haja estudos em curso pela atual administração para mudança na gestão do serviço e aponta aumento de 26% na produtividade, além da recomposição da frota própria com 14 novas ambulâncias, que serão enviadas pelo Ministério da Saúde.













